ELEIÇÕES 2026

PT reúne cúpula em Brasília para discutir candidatura em Minas

Reunião em Brasília foi convocada por Edinho Silva após presidente do PT afirmar que Rodrigo Pacheco sinalizou que não disputará o governo de Minas

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Integrantes da cúpula do Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais se reúnem nesta segunda-feira (25/5), em Brasília (DF), com a Executiva nacional do partido para discutir os rumos da legenda na disputa pelo governo de Minas e tentar reorganizar a estratégia eleitoral no estado diante da incerteza sobre a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSB).

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O encontro foi convocado pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, e deve reunir a deputada estadual Leninha, presidente do partido em Minas, além de parlamentares mineiros da sigla. A reunião ocorre em meio à necessidade de o PT encontrar alternativas para a sucessão estadual e construir um palanque para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país.

Ao Estado de Minas, o deputado federal Rogério Correia (PT) afirmou que a reunião terá caráter de escuta e de avaliação do cenário após a sinalização de que Pacheco não pretende entrar na disputa.

“A gente vai discutir sobre Minas Gerais com essa negativa do Rodrigo [Pacheco]. Ele [Edinho] quer dar informações pra gente, como é que está esse processo, pegar opinião, pra gente começar a ter uma alternativa, né? Já que o Rodrigo colocou pra ele que não será candidato. O intuito é mais pra escutar as opiniões”, disse o parlamentar.

Segundo Rogério, participam do encontro, além dele, Leninha, o deputado federal Reginaldo Lopes e a tesoureira do partido, Gleide Andrade.

Pacheco fora das eleições?

A reunião ocorre após declaração pública de Edinho Silva de que Rodrigo Pacheco não disputará o governo de Minas, acelerando um processo que vinha sendo tratado nos bastidores nas últimas semanas. Embora o senador ainda não tenha oficializado qualquer decisão e mantenha prevista uma conversa com Lula nos próximos dias, dirigentes petistas já tratam a desistência como praticamente consolidada.

A candidatura de Pacheco era defendida há pelo menos dois anos por Lula como o nome mais competitivo para liderar uma frente ampla em Minas, reunindo partidos de centro e esquerda em torno de um palanque estadual capaz de fortalecer o projeto nacional petista. A indefinição, no entanto, atravessou praticamente todo o último ano e o início de 2026, com sinais alternados do senador sobre a possibilidade de disputar o Palácio Tiradentes.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que a hesitação de Pacheco dificultou a consolidação de alianças e atrasou a definição da estratégia eleitoral petista no estado. Agora, diante da sinalização de que o senador não deve concorrer, o partido reabre negociações com outras lideranças mineiras em busca de um novo nome para a disputa.

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O PT também tem marcado para o próximo dia 30 um encontro estadual para avançar nas discussões sobre a sucessão mineira, em uma data que coincide com o prazo que o próprio Pacheco havia indicado para anunciar seu futuro político.

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