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Orion Teixeira
Além do fato

Pacheco diz ‘não’, Cleitinho dá o ‘sim’ e Simões é isolado

O senador expôs suas razões, apontando o cenário político desfavorável e falta de esforço de Lula e do PT para a viabilização de sua candidatura

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A hora da verdade chegou, de um momento para outro, para três pré-candidatos a governador. Em encontro com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, na terça (12), o senador e pré-candidato a governador Rodrigo Pacheco colocou suas verdades na mesa. Foi curto e grosso: “hoje, não sou candidato”. Uma maneira educada de não fechar portas.

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Pacheco expôs suas razões, apontando o cenário político desfavorável e falta de esforço do presidente Lula e do PT para a viabilização de sua candidatura. Edinho ouviu tudo e pediu mais um tempo para Pacheco e que ele tenha, antes, uma última e definitiva conversa com Lula. Argumentou que o presidente o considera o único nome com lastro e identidade para esse projeto, além de reprovar as alternativas até então disponíveis.

Pacheco manteve a porta aberta e aguarda o encontro de emergência que Edinho ficou de agendar com o presidente ainda para esta semana. Como o PSB não tem fundo partidário, o senador receia ficar na mão do PT, que seria o principal financiador de sua candidatura. Além disso, não quer se indispor com o aliado e presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que poderá indicá-lo, sem riscos, para ser ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Ainda no encontro, o senador garantiu que o seu partido, o PSB, terá um candidato. Sobre isso, apontou nomes, segundo ele, preparados, como o do ex-procurador de Justiça Jarbas Soares e o do empresário Josué Gomes (Alencar), filho do ex-vice-presidente José Alencar.

Do lado do “sim”, o pré-candidato e senador do Republicanos, Cleitinho Azevedo, conseguiu o primeiro feito. Foi procurado por lideranças do PL e acertou o apoio desse partido e do pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, à sua candidatura. Líder das pesquisas, Cleitinho estava condicionando sua futura candidatura a alianças que lhe deem o que o seu partido não tem: fundo partidário e tempo de TV e rádio na campanha. Depois do PL, ele vai atrás do União Brasil/PP para consolidar a estrutura idealizada.

O que tem a oferecer? A vaga de vice para o União, onde o nome cotado é o do presidente estadual, Rodrigo de Castro, e uma vaga de senador para Domingos Sávio, do PL. Se o acordo com o União Brasil não prosperar, o PL pode indicar a vice. O mais cotado é o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli.

Mateus Simões, pré-candidato a governador pelo PSD, reagiu dizendo que Cleitinho não está preparado para governar e lidar com as crises da administração. Vai ampliar seu isolamento.


Mais caro do que “Ainda estou aqui”

Pedir dinheiro para banqueiro Vorcaro (Master) não caracteriza (ainda) um crime. O que chamou a atenção é o valor pedido pelo pré-candidato presidencial do PL, Flávio Bolsonaro: R$ 135 milhões. O valor é três vezes maior do que o custo da produção do filme brasileiro vencedor do Oscar: “Ainda estou aqui”. Flávio Bolsonaro deve essa e outras explicações com características mais ilegais e criminosas, como a rachadinha de salários de seus funcionários na Assembleia Legislativa do Rio, quando era deputado. Ou ainda, a compra de loja de chocolate e de mansões fora de seu padrão de vencimentos.

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Oportunismo implode Zema

Depois de tomar cafezinho com Flávio Bolsonaro e tentar ser seu vice, o pré-candidato presidencial do Novo, Romeu Zema, acaba de implodir a própria candidatura. Em vídeo nas redes sociais, Zema prejulgou e atacou Flávio por ter pedido dinheiro para Vorcaro. A notícia expõe o filho do ex-presidente, mas não configura ainda um crime. A reação de Zema o levará a perder o apoio do bolsonarismo na campanha eleitoral, ampliando seu isolamento. O mais curioso é que Zema queria aliança com Flávio, mas nunca se incomodou com o envolvimento e acusações mais graves, como as rachadinhas, compra irregular de imóveis e defesa do golpismo.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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