Caso Master

Flávio confirma ter recebido dinheiro de Vorcaro, mas nega ilícito

Parlamentar confirmou, em nota enviada à imprensa, que cobrou o repasse dos valores quando Vorcaro teria começado a atrasar as parcelas

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), confirmou ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No entanto, o parlamentar negou ter intermediado qualquer vantagem em razão dos valores recebidos ou ter sido beneficiado diretamente.

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A manifestação ocorreu após o site Intercept Brasil divulgar um áudio no qual Flávio cobra R$ 134 milhões de Vorcaro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro.

"Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", disse o senador.

Flávio confirmou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024 e que cobrou os valores quando ocorreu atraso no pagamento.

"Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme", afirmou.

"Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro", completou o senador.

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Leia na íntegra a nota do senador Flávio Bolsonaro:

Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.

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