Flávio sobre conversa com Vorcaro: ‘É preciso separar inocente de bandido’
Senador afirma que não recebeu 'dinheiro ou qualquer vantagem' do banqueiro; áudio divulgado revela político cobrando R$ 134 milhões do empresário
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, se posicionou sobre as conversas vazadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta quarta-feira (13/5).
No texto, o carioca pede uma instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Master para “separar os inocentes dos bandidos”.
Entre as conversas, há um áudio em que Flávio cobra R$ 134 milhões de Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Posicionamento de Flávio Bolsonaro
“No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, afirmou o senador.
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Ele ainda negou que o investimento seria uma troca de favores. O Banco Master passou a ser gerido por Vorcaro em 2019, com autorização do Banco Central, à época presidido por Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro.
“Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, argumentou.
Flávio minimizou acusações de corrupção e atacou Lula: “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro”.
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A fala faz referência ao encontro do petista com o banqueiro em dezembro de 2024, fora da agenda oficial, que contou também com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.