CONVERSA VAZADA

Há dois meses, Flávio Bolsonaro disse que nunca teve contato com Vorcaro

Número do senador estava entre os contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, conforme documentos obtidos pela CPMI do INSS

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou, em março, que nunca teve contato com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nesta terça-feira (13/5), o Intercept Brasil divulgou conversas entre os dois, inclusive com o parlamentar cobrando R$ 134 milhões de um patrocínio para um filme sobre Jair Bolsonaro (PL).

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Em 16 de março de 2026, a coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo revelou que Flávio estava entre os contatos do celular de Vorcaro, conforme documentos recebidos pela CPMI do INSS.

Procurado pela colunista, o senador se defendeu dizendo nunca ter tido contato com o dono do Master: "O número do meu telefone não é propriamente um segredo".

Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

Entre o vazamento, há uma mensagem de Flávio enviada em novembro do ano passado, um dia antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal, na qual o senador chama o banqueiro de “irmão” e diz que sempre estará com ele.

Leia a íntegra da transcrição abaixo:

“Irmão, eu preferi te mandar o áudio aqui pra você ouvir com calma. Bom, aqui a gente tá passando por um dos momentos mais difíceis da nossa vida, né? Não sei como é que vai ser daqui pra frente, como é que isso tudo vai acabar, mas tá na mão de Deus aí. E você também, eu sei que você tá passando por um momento dificílimo aí também, essa confusão toda. Você sem saber exatamente como é que vai caminhar isso tudo. E apesar de você ter dado liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme. E como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso. E eu fico preocupado aqui com o efeito ao contrário do que a gente sonhou pro filme, né? Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, no Cyrus, os caras renomadíssimos, lá no cinema americano mundial. Ia ser muito ruim todo o efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme. Pode ter o efeito elevado a menos um aí cara. Então, se você puder me dar um toque, uma posição ainda, porque a gente precisa saber o que faz cara da vida, porque eu já tenho muita conta pra pagar esse mês, e o mês seguinte também, e agora que é a reta final, que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo cara, tudo contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo. Podemos dar um toque aí irmão, desculpa o áudio não aguentar, um abração, fica com Deus cara."

Já o áudio em que há a cobrança dos R$ 134 milhões é de setembro de 2025.

Em nota, Flávio Bolsonaro minimizou os vazamentos e defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Master para “separar os inocentes dos bandidos”.

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“No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, afirmou o senador no texto.

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