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Orion Teixeira
Além do fato

Acordão enterra a CPI do Master e a candidatura de Pacheco

Aliado de Alcolumbre e de toda essa articulação, o senador Rodrigo Pacheco (PSB) saiu queimado ao demonstrar de que lado estava

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O acordão que derrubou Jorge Messias ao STF teve como objetivo principal o enterro da CPI do Banco Master e a consequente salvação de altos envolvidos da República. Messias foi aquele marisco na luta entre o rochedo e o mar. Com o fim da CPI, ficam salvos do escândalo financeiro de Daniel Vorcaro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), o presidente de seu partido, Antonio Rueda, e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, entre outros. Para isso, Alcolumbre se aliou à direita bolsonarista, apoiando em troca a derrubada do veto presidencial à dosimetria, favorecendo o ex-presidente Bolsonaro, e de Jorge Messias.

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Aliado de Alcolumbre e de toda essa articulação, o senador Rodrigo Pacheco (PSB) saiu queimado ao demonstrar de que lado estava. Depois de ter sido execrado pela direita nas redes sociais desde 2023, agora, será rejeitado pela esquerda após o episódio da derrota de Lula no Senado. Nome preferido de Alcolumbre para o STF, Pacheco considera o assunto página virada depois de ter sido preterido por Lula, que havia optado por Messias no final do ano passado. Com a manobra que derrubou Messias, dificilmente, Pacheco terá clima para continuar pré-candidato a governador de Minas preferido por Lula. Como ele mesmo já havia adiantado, o senador deverá abandonar a vida pública e priorizar a rendosa atuação na advocacia em defesa dos figurões.


Cleitinho: “Não
venderei minha alma”


Com a possível saída de Pacheco da disputa a governador, o senador Cleitinho se animou e, para superar riscos, quer vencer a eleição já no 1º turno. Nas contas de seus aliados, faltariam seis a sete pontos percentuais para alcançar esse objetivo. De acordo a pesquisa Quaest (a 1ª do ano), ele lidera em todos os cenários, com 30% a 35%. A sondagem ouviu 1.482 mineiros entre os dias 22 e 26 de abril e está registrada como TSE-08646/26. Para isso, ele quer profissionalizar sua campanha, demonstrando preparo no discurso e plano de gestão. Contra ele, os rivais criticam a falta de capacidade de gestão e desconhecimento da realidade do Estado. Avaliam ainda que perderia em eventual 2º turno diante da comparação com o concorrente. “Dizem que sou desqualificado e que eles teriam medo de perder para o Cleitinho, mas vou provar que a gente sabe trabalhar. Corrupto eu não sou. Ninguém vai dar pitaco em meu governo se eu for eleito. Quem vai decidir tudo sou eu. Não venderei minha alma para o diabo para ter apoio. Quer vir, vem, mas tem que ser do meu jeito”, advertiu. Ele espera ter o apoio dos partidos de seu campo político, o PL e o PP, para contar com a estrutura que o seu partido não tem: tempo de TV e fundo partidário. Até o momento, conta com o apoio de seu possível vice, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-presidente da Associação Mineira de Municípios e ex-prefeito de Patos de Minas. Já convidou até seu irmão, Gleidson, para ser candidato a senador. Ele calcula que pode crescer mais um pouco na campanha e ganhar a eleição em 1º turno. “Sou de direita, mas tenho votos até no PT. Se um candidato ficar dependendo do outro é melhor largar”. Para montar sua equipe, está em conversas adiantadas com o marqueteiro Roberto Hilton, o mesmo da campanha a prefeito de Bruno Engler, em Belo Horizonte, há dois anos.

Simões: deixa
Cleitinho comigo


Governador e pré-candidato a governador pelo PSD, Mateus Simões disse, em entrevista à “Folha de Barbacena”, que a pré-candidatura de Cleitinho o preocupa, mas que é um problema dele. Ou seja, de convencê-lo de que podem continuar juntos. Adiantou que não pedirá ao partido dele para “puxar o tapete”. “Minha conversa é com ele. Temos que impedir que Lula tenha palanque aqui em Minas”. Pacheco pede apoio a Jarbas Em vídeo, o pré-candidato a governador Rodrigo Pacheco pede apoio para o ex-procurador de Justiça de Minas Jarbas Soares, que, junto dele, filiou-se ao PSB. Neste mês, farão viagens para o interior com o objetivo de fortalecer Jarbas e torná-lo conhecido. Pacheco prometeu ir a pelo menos quatro cidades.


Kalil: “deixa que eu faço”


No programa partidário do PDT na última sexta, o pré-candidato a governador Alexandre Kalil adiantou seu slogan da futura campanha; “Tem que que fala e tem que gente que faz”, adverte ele, exibindo algumas das obras que realizou como prefeito de BH (2017/2022).

AMM esquenta a
pré-campanha


Começa, nesta terça, o 41º Congresso Mineiro de Municípios, maior evento de entidade municipalista do país, promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM), no Expominas. A expectativa é atrair 10 mil participantes. No último dia, na quarta-feira (6), o evento abrirá espaço para a futura campanha eleitoral de governador, apresentando os pré-candidatos e suas propostas,promovendo ainda debate entre eles e os prefeitos. O mesmo formato será feito com pré-candidatos/as ao Senado.

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Três pré-candidatos presentes


Estão confirmados só três pré-candidatos a governador: Alexandre Kalil, Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Gabriel Azevedo (MDB). Simões só participará como governador na abertura do evento. Ao Senado, quatro confirmaram: Áurea Carolina (Psol), Domingos Sávio (PL), Marcelo Aro (PP) e Marília Campos (PT). Cada pré-candidato terá 30 minutos para apresentação, resposta às três perguntas da AMM e considerações finais. A mediação será feita pelo presidente da AMM, Lucas Vieira.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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