Manifestantes ficaram feridos ao serem atingidos por uma descarga elétrica provocada por um raio, na tarde deste domingo (25/1), em Brasília, durante a mobilização que marca a chegada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) à capital federal.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 72 pessoas precisaram de atendimento médico: 42 estavam estáveis, conscientes e orientadas; 30 foram levadas para o hospital, sendo oito em estado grave.
O grupo estava concentrado nas imediações do Memorial JK, no Eixo Monumental, no momento em que um forte temporal atingiu a região. Os manifestantes aguardavam a passagem da caminhada organizada por Nikolas, que percorreu cerca de 240 quilômetros a pé, desde Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, até Brasília, ao longo de seis dias.
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Pouco antes das 13h, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal foram acionadas para atender a ocorrência. Imagens que circularam nas redes sociais mostram pessoas sendo carregadas por outros participantes do ato em busca de atendimento médico.
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A concentração no Eixo Monumental fazia parte da mobilização que culmina, neste domingo, em uma manifestação na Praça do Cruzeiro, em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado, e de condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ao longo do percurso, Nikolas esteve acompanhado por centenas de apoiadores e afirmou ter caminhado, em média, cerca de 40 quilômetros por dia, sem planejamento prévio detalhado de trajeto ou logística, contando com o apoio de aliados para alimentação e hospedagem.
A caminhada foi acompanhada por forças de segurança, diante dos riscos do deslocamento de um grupo numeroso às margens de rodovias federais. Nas redes sociais, a mobilização foi divulgada como um ato “pacífico” e de caráter simbólico.
Segundo o deputado, um dos principais objetivos da iniciativa é pressionar o Congresso Nacional a derrubar vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao chamado PL da Dosimetria, que altera critérios de aplicação de penas no Código Penal e pode beneficiar réus condenados pelos atos antidemocráticos.
Em meio à mobilização, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou a proibição de manifestações em frente ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde Jair Bolsonaro está detido.
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Na decisão, o ministro cita a caminhada organizada por Nikolas Ferreira e avalia que o movimento teria o “propósito de causar protesto ostensivo contra decisões do Supremo Tribunal Federal”. Moraes autorizou a retirada imediata de eventuais manifestantes da área e a prisão em flagrante de quem descumprir a ordem, além de determinar o reforço do policiamento na região.
