Nikolas sobre a caminhada até Brasília: 'Não é vaidade nem espetáculo'
Parlamentar apontou uma suposta "perseguição sistemática a opositores" e citou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro
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Após iniciar a caminhada de mais de 200km rumo a Brasília (DF), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou uma “carta ao povo do Brasil” em que explica os motivos para dar início ao movimento.
“Não é um gesto de vaidade. Não é espetáculo. É um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade”, escreveu.
O parlamentar manifestou revolta com a situação do país, apontando uma suposta “perseguição sistemática a opositores” e mencionando a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Esta caminhada nasce, portanto, não apenas como um clamor por justiça a casos concretos, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar, no brasileiro, a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal que tenta se normalizar entre nós”, diz o texto.
Junto com a carta, Nikolas divulgou uma foto da caminhada, na qual veste uma camiseta branca e carrega uma bandeira do Brasil sobre o corpo. Ao lado dele, aparecem os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE). Espera-se que mais apoiadores se juntem ao movimento em breve.
Objetivos da caminhada
“Dito isso, este ato é uma etapa pela liberdade e pelo tratamento digno aos presos do dia 8 de janeiro, que foram submetidos a violações de direitos humanos e de garantias fundamentais, e também a Jair Bolsonaro, Filipe G. Martins, Coronel Naime e tantos outros que sofrem dos mesmos abusos processuais. Por isso, esta causa passa, necessariamente, pela derrubada do veto à dosimetria das penas no Congresso.”
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Nikolas pretende chegar a Brasília no domingo (25/1), “com presença física e pacífica”. Ele citou que a caminhada não pretende “resolver todos os problemas do Brasil”. “Ela é, antes de tudo, um ato simbólico - e símbolos importam mais do que muitos imaginam”, disse.
O deputado destacou o caráter pacífico da manifestação: “A caminhada será ordeira e pacífica. Não tem como objetivo praticar crimes ou gerar desordem. Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição a qualquer cidadão”.
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“Pelo fim das prisões injustas; pelo fim da impunidade; pelo fim da perseguição política; pelo fim do ativismo judicial; pela liberdade”, concluiu.