Um idoso de 73 anos foi resgatado com vida pelos bombeiros após ser encurralado por um enxame de abelhas que lhe desferiu mais de 200 ferroadas, na manhã dessa sexta-feira (18/9), em Andradas, no Sul de Minas.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o ataque se deu por volta das 9h20, na Avenida João Domiciano da Costa, no Bairro Vila Santa Rita.

Na última terça-feira (15/9), uma menina de 12 anos foi cercada por um enxame de abelhas e salva por um motoboy, em Ibirité, na Grande BH. Ela chegou a ser internada no CTI, mas sobreviveu graças à coragem do homem que foi reconhecida com doações de carro e moto.

O idoso relatou que caminhava por uma área de mata próxima com a intenção de coletar água no leito de um rio quando foi surpreendido pelo enxame. Na tentativa de se proteger, ele correu em direção à avenida e buscou socorro entre as pessoas que estavam no local.

Trabalhadores da empresa Trevisan tentaram dispersar os insetos com jatos de água para conter a investida.

Um motorista que trafegava pelo trecho interrompeu a marcha e cedeu a carroceria da caminhonete para que o homem se refugiasse, mas as ferroadas persistiram, mantendo a vítima encurralada até o resgate. A ocorrência se deu em frente às instalações da Trevisan, uma área mista composta por galpões logísticos e industriais, com proximidade a setores residenciais e faixas de vegetação nativa acompanhadas por um curso d'água.

A situação impôs risco à integridade da vítima e de transeuntes da via pública diante da agressividade das abelhas e obrigou os bombeiros a criar uma larga área de interdição.

Como foi o resgate?

Equipes do Posto Avançado do CBMMG chegaram com uma ambulância e um caminhão de combate a incêndio.

Equipados com trajes apícolas de proteção, os militares montaram uma linha de mangueira com jato d'água pulverizado sob pressão para reduzir o adensamento dos insetos e possibilitar a retirada do idoso da caçamba.

Quando a picada de abelha pode matar? Veja os sinais e o que fazer Durante o atendimento pré-hospitalar, o paciente apresentava lucidez, mas manifestava sinais de choque anafilático decorrentes de mais de 200 picadas.

Ele foi transportado em caráter prioritário de emergência para a Santa Casa de Andradas, onde foi medicado e permaneceu internado. Mesmo com insetos no interior da viatura durante o trajeto, os militares mantiveram a assistência contínua.

Após a transferência hospitalar, a guarnição retornou à Avenida João Domiciano da Costa para varredura técnica.Não houve localização da colmeia ou identificação de novos focos concentrados, indicando a dispersão do enxame pela mata.

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“A aproximação de enxames de abelhas sem equipamentos de proteção e treinamento adequados pode representar risco grave à vida”, informou o CBMMG ao alertar a comunidade sobre a necessidade de isolamento e acionamento imediato do serviço 193.

Socorro sob os ferrões

  • Caminhada na mata: o idoso de 73 anos foi surpreendido por insetos ao buscar água em um rio
  • Corrida por socorro: a vítima alcançou a avenida pedindo ajuda a operários e pedestres
  • Tentativa de dispersão: funcionários de galpões industriais usaram mangueiras de água sem conter o enxame
  • Abrigo improvisado: o motorista de uma caminhonete disponibilizou a caçamba para o homem se proteger
  • Operação de salvamento: bombeiros com vestimentas apícolas abriram linha de combate para resgatar a vítima
  • Socorro hospitalar: o paciente foi levado à Santa Casa com sintomas de anafilaxia após mais de 200 picadas
  • Varredura do perímetro: militares vistoriaram a via pública e constataram a dispersão total do enxame 

Cuidados e procedimentos em ataques de abelhas

  • Distanciamento rápido: afastar-se do local em linha reta e sem movimentos bruscos
  • Proteção de áreas vitais: cobrir prioritariamente a cabeça, os olhos e o pescoço
  • Abrigo seguro: buscar refúgio no interior de edificações ou veículos fechados
  • Atenção com a água: evitar pular em lagos, piscinas ou rios para tentar se esconder dos insetos
  • Remoção imediata: retirar os ferrões por raspagem sem comprimir a bolsa de veneno
  • Socorro profissional: ligar para o telefone 193 do Corpo de Bombeiros e procurar atendimento médico urgente
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