Sobe para 72 o número de mortes causadas pela chuva na Zona da Mata
Com o último corpo soterrado m Juiz de Fora encontrado pelos bombeiros, número de mortes na cidade é de 65. Outras sete pessoas morreram em Ubá, na mesma região
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O último desaparecido na tragédia de Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata, foi encontrado na noite deste sábado (28/2) pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG). Com isso, o número de mortes causadas pela chuva na cidade chega a 65. Ainda nesta noite, outro corpo foi encontrado em Ubá, na mesma região, onde há sete mortes, totalizando 72.
Das 65 mortes em Juiz de Fora, 61 corpos foram encontrados pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), sendo o último o menino de 9 anos, Pietro. Quatro pessoas foram resgatadas e morreram posteriormente no município.
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Conforme a última atualização do balanço da Prefeitura de Juiz de Fora, há 8.584 desabrigados e desalojados.
Desde segunda-feira, a Defesa Civil de Juiz de Fora contabilizou 2.666 ocorrências em decorrência da chuva que atinge o município.
Em Ubá (MG), também na Zona da Mata, seis pessoas morreram em desabamentos e deslizamentos. Uma pessoa desaparecida é procurada pelo Corpo de Bombeiros. Segundo a corporação, 25 pessoas estão desabrigadas e 396 desalojadas.
Uma oitava morte em Ubá foi contabilizada indiretamente em decorrência das chuvas, por eletrocussão (morte ou lesão grave causada pela passagem de corrente elétrica pelo corpo).
Corpo de Pietro encontrado
Mais cedo, os bombeiros precisaram demolir uma casa para ajudar na busca pelo menino de 9 anos, último desaparecido. Uma máquina precisou acessar uma área e uma edificação que já estava condenada pelo deslizamento foi parcialmente destruída para que a busca progredisse.
Policiais civis e militares também atuam no local, onde equipes das forças de segurança e populares rezaram um "Pai nosso".
Na quinta-feira (26/2), a prima de Pietro, a cozinheira Josiane Aparecida Teodoro do Nascimento, disse que a família vivia um pesadelo por não ter encontrado o menino. Embora o momento seja de tristeza, Josiane contou que não encontrar o primo era ainda pior. Segundo ela, não poder proporcionar um enterro digno aos familiares impede a conclusão desse ciclo de dor.
“Uma tristeza muito grande. Parece que [a gente] está num pesadelo. Que a gente vai acordar a qualquer momento e não ser nada disso. Mas, infelizmente, não é assim. Nossa família está acabada, destruída. Então, nossa expectativa agora é encontrar o Pietro, pra gente poder acabar esse sofrimento”, disse.
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Além de Pietro, outros parentes, incluindo a irmã Sophia, de 6 anos, morreram soterrados na região.