Wagner Moura é capa da Time e entra para lista dos mais influentes do mundo
Ator brasileiro é capa da revista com destaque após o Oscar. Astro é descrito como "força política e humanitária" em perfil escrito por Jeremy Strong
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O ator Wagner Moura foi incluído na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026 pela revista Time, consolidando um dos momentos mais relevantes de sua carreira internacional. O brasileiro estampa a nova edição do periódico, como divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (15/4). Além de Wagner Moura, a lista inclui a atriz Zoe Saldaña, a comediante Nikki Glaser e o cantor Luke Combs.
O reconhecimento vem após a indicação do brasileiro ao Oscar de Melhor Ator pelo filme “O agente secreto”. O perfil publicado pela revista destaca Moura como uma figura que ultrapassa o campo artístico. Em texto assinado pelo ator Jeremy Strong, da série “Succession”, o brasileiro é descrito como alguém que alcançou um novo patamar global. “Há muito uma lenda no Brasil, ele já está no palco mundial há algum tempo. Mas, neste último ano, Moura rompeu o teto do mundo”, elogia.
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Strong também relembra a experiência de assistir à atuação de Moura no Festival de Cannes, classificando o trabalho como algo que conduz o público “ao coração da vida” e a um território reservado a performances “transcendentes”.
O tributo destaca ainda o engajamento político do ator. “Moura, que viveu sob o governo de direita de Jair Bolsonaro de 2019 a 2023, é alguém que entende que democracia e liberdade são coisas pelas quais precisamos lutar todos os dias”, afirma.
Ao relacionar a atuação artística ao contexto político, Strong cita uma declaração de Robert De Niro sobre o papel da arte frente ao autoritarismo. “Quando De Niro disse que fascistas deveriam temer a arte, ele estava falando de artistas como Moura. O tipo de artista de que precisamos mais do que nunca agora”, declara.
A publicação também ressalta a trajetória de Moura em obras de forte conteúdo político, como o filme “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, ambientado no período da ditadura brasileira, e a estreia do ator como diretor em “Marighella”. Segundo a revista, o ator utiliza a arte como ferramenta de reflexão e mobilização social, sendo “uma força do político e do humano”.
Em outro texto da Time, assinado pela crítica Stephanie Zacharek, o brasileiro é descrito como um “antídoto analógico” em meio à era digital. “Há algo nele que remete à velha Hollywood, a ponto de parecer uma exceção entre a maioria dos atores contemporâneos”, diz o perfil.
A crítica destaca ainda características pessoais do ator. “Seu charme discreto e senso de humor travesso equilibram qualquer tendência ao excesso de seriedade”, pontua. A publicação também chama atenção para o estilo de vida fora do padrão das celebridades atuais.
“Ele não usa redes sociais, ouve música em vinil e dirige um Volkswagen Fusca de 1959. Em um mundo cada vez mais digital, ele é o antídoto analógico de que não sabíamos que precisávamos”, destaca a publicação.
Outro ponto ressaltado é a formação acadêmica do artista. Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, Moura, segundo a revista, encontrou na atuação uma forma de unir arte e política. “Aqueles anos de faculdade e os autores que leu foram reveladores para ajudá-lo a entender como arte e política se entrelaçam”, aponta.
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