'GOSTO DE POLÍTICA'

Wagner Moura sobre posicionamento político: ‘Muita gente não gosta’

Ator voltou a falar que gosta de política e não quer evitar de mostrar seu posicionamento

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O ator Wagner Moura afirmou que, mesmo sabendo que suas posições políticas desagradem parte do público, ele vai continuar se manifestando. A declaração foi dada durante o evento The Hollywood Reporter’s Oscar Nominees Night, em Los Angeles, na madrugada desta quarta-feira (11/2). Wagner concorre ao Oscar de Melhor Ator por “O agente secreto”, longa de Kleber Mendonça Filho que também é indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco.

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“Como o mundo está completamente polarizado, tenho certeza de que metade da população não gosta do que eu digo. Porque sou muito claro, tenho uma posição muito clara. E sim, imagino que muita gente não goste”, afirmou o ator.

Moura também destacou que não vê contradição entre carreira artística e posicionamento público. “Eu sou uma pessoa política, gosto de política, gosto de dizer... eu também sou um cidadão. Gosto de exercer minha cidadania e há certas coisas que acredito que são certas. E acho que isso é mais importante do que qualquer outra coisa: apenas dizer o que você pensa”, completou.

Essa não é a primeira vez que o ator fala abertamente sobre política. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, ele afirmou que já foi aconselhado a evitar críticas públicas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas disse que não pretende mudar de postura. “Estou sendo muito incentivado a não falar nada. Mas vou continuar falando”, declarou.

Em outra entrevista, à revista norte-americana Variety, Moura chamou o governo de Jair Bolsonaro de fascista. “Este filme nasceu de como eu e Kleber nos sentíamos quando o Brasil estava sob esse tipo de governo fascista. De como nos sentíamos em relação aos nossos papéis como artistas”, disse, em referência ao período do governo Bolsonaro (2019–2022).

Ao comentar o avanço de discursos autoritários, o ator alertou para riscos atuais em diferentes países. Moura destacou que o enfraquecimento democrático costuma acontecer de forma gradual. “Vocês nunca tiveram a experiência de viver sob uma ditadura. Vocês não sabem o que é isso, como se sente ou o quão ruim é. Acontece aos poucos. E se você não reage às pequenas coisas, é aí que elas tomam conta”, afirmou.

Para o ator, nos EUA há uma sensação de teste constante dos limites, citando casos recentes de violência institucional do governo Trump. “Se não houver reação, o que acontece? Sinto que as instituições não estão respondendo com a firmeza necessária”, observou.

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