CINEMA E POLÍTICA

Wagner Moura diz que teve filme sabotado pelo governo Bolsonaro; veja qual

O ator ainda falou sobre as acusações de que teriam recebido dinheiro para apoiar o governo Lula

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho foram entrevistados pelo jornal britânico The Guardian. 

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Os dois afirmaram que o filme "Marighella", dirigido por Wagner Moura, foi boicotado no Brasil. "Foi sabotado de forma cínica e não oficial, e Wagner nunca vai receber uma explicação. É aí que entra Kafka", disse Kleber Mendonça Filho. A fala é uma referência ao livro "O Processo" (1925), em que um homem precisa se defender num processo judicial, mas a burocracia o impede de descobrir o crime do qual é acusado. 

Segundo o entrevistador, Wagner Moura ficou espantado relembrando a situação. "Não dá para se defender, porque você não sabe exatamente o que aconteceu", descreveu o ator e diretor. O filme sobre o guerrilheiro assassinado pela ditadura foi lançado na Europa em 2019, mas teve a estreia adiada por dois anos no Brasil.

Wagner Moura falou sobre as acusações de que teriam recebido dinheiro para apoiar o governo Lula. "Kleber e eu estamos sendo atacados no Brasil neste momento. Estão dizendo que o governo nos pagou milhões de dólares para apoiá-lo", afirmou. 

Kleber Mendonça Filho explicou a forma como abordou a ditadura militar em "O Agente Secreto". No filme, Wagner Moura interpreta um professor universitário perseguido por um empresário rico com contatos no governo: "Eu poderia ter mostrado o personagem sendo levado à delegacia e recebendo choques elétricos na genitália a noite toda. Mas a ditadura se manifestou de muitas formas diferentes". 

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O ator baiano diz estar sendo pressionado a não criticar Donald Trump. "Estou sendo muito incentivado a não falar nada. Mas vou continuar falando, né?", afirma o ator.

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