INJUSTIÇA?

Wagner Moura foi esnobado no Oscar em ano difícil para filmes estrangeiros, diz jornal britânico

Principal crítico de cinema do jornal britânico também havia dito que, em sua avaliação, 'O Agente Secreto' deveria ter ganhado prêmio de Melhor Filme

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Wagner Moura, que disputava a categoria de Melhor Ator no Oscar, foi esnobado ao perder a estatueta para Michael B. Jordan, de Pecadores, na avaliação do jornal The Guardian, um dos principais e mais respeitados do Reino Unido.

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A avaliação é de Owen Myers, editor-adjunto da seção americana de artes do veículo, que já havia se posicionado a favor da vitória de O Agente Secreto, longa-metragem que levou Moura ao páreo na principal categoria da premiação, a de Melhor Filme.

Em uma reportagem com as principais conclusões da cerimônia, Myers diz que a derrota de Moura pareceu "um tratamento leviano de sua poderosa atuação como um ex-professor desgastado que enfrenta a ditadura".

O editor avalia que, em geral, os "filmes internacionais não conseguiram se destacar" neste ano, em comparação com a cerimônia de 2024, quando o francês Anatomia de uma Queda ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original.

Ou com o alemão Nada de Novo no Front, que, em 2023, recebeu quatro prêmios (Melhor Filme Internacional, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Design de Produção).

Essa dificuldade também se estendeu ao norueguês Valor Sentimental, que concorria em nove categorias, mas levou apenas uma estatueta — a de Melhor Filme Internacional, na qual derrotou O Agente Secreto.

"Em outro ano, Moura — assim como Renate Reinsve, de Valor Sentimental — poderia ter dominado as categorias principais de atuação. Resta como consolo o fato de que mais cinéfilos do que nunca puderam conhecer o brilho de ambos", escreveu Myers.

O Agente Secreto deveria ter ganhado Melhor Filme, diz jornal

No início do mês, outro jornalista do The Guardian escreveu que O Agente Secreto é um "filme incrivelmente sofisticado, errante e verborrágico, sobre amor e paternidade, tirania e resistência e sobre acertar as contas com o passado".

"É digressivo e espirituoso e, ainda assim, em seu ato final escala de forma impressionante de um mistério lúgubre para uma tensão de suor frio e violência", acrescentou Peter Bradshaw, principal crítico de cinema do veículo.

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