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Estado de Minas PANDEMIA

Rosa Weber não arquiva ação que acusa Bolsonaro de genocida; PGR avalia

Weber manda PGR avaliar se Bolsonaro cometeu crime de genocídio ao adiar a compra de vacinas e recomendar uso de remédios para COVID sem comprovação científica


07/06/2021 12:00 - atualizado 07/06/2021 13:32

Ministra Rosa Weber mandou PGR avaliar se Bolsonaro cometeu crime de genocídio(foto: Evaristo Sá /AFP )
Ministra Rosa Weber mandou PGR avaliar se Bolsonaro cometeu crime de genocídio (foto: Evaristo Sá /AFP )


A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou – conforme norma protocolar nos trâmites de um processo judicial –, que a Procuradoria Geral da República (PGR) avalie se o presidente Jair Bolsonaro cometeu os crimes de genocídio e charlatanismo, como afirma ação protocolada na Suprema Corte do País.

A ação foi protocolada pelo advogado Jefferson de Jesus Rocha, que justificou o pedido com base em passagens da Bíblia.  A ministra poderia também ter mandado arquivar a ação.

Ainda conforme determinam as normas legais, se a PGR considerar pertinentes os argumentos apresentados na petição do advogado, o processo volta para o STF em forma de denúncia para que a Corte mande investigar ou não o presidente pelos crimes apontados pelo  advogado.

No documento, de cinco páginas, Rocha disse acreditar que "estávamos em um verdadeiro Apocalipse" e que, "desde o mês de março de 2019, tento alertar os moradores do meu município, Caculé, a cerca de 650 quilômetros da capital baiana, Salvador".

Suco de uva

"Além de alertar os pastores da minha região, joguei suco de uva na frente das igrejas, vesti roupa de pano de saco, bem como preguei panfletos nas portas das igrejas ainda em 2019", escreveu o advogado na petição enviada ao STF.
 
Essas e outras  frases fazem da petição do advogado - velho conhecido do STF por apresentar ações diversas relacionadas à política nacional -, uma ação restrita a argumentos religiosos e sem apresentar dados concretos sobre a pandemia do novo coronavírus.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas

[VIDEO4]

 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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