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Estado de Minas PANDEMIA

Queiroga: 'Estou em sintonia' com Bolsonaro sobre desobrigação de máscaras

Sugestão feita pelo presidente vai contra a avaliação de epidemiologistas, que indicam o uso do equipamento para conter a propagação da COVID-19


10/06/2021 19:32 - atualizado 11/06/2021 08:44

Queiroga afirmou que desobrigação do uso de máscaras depende de avanço na vacinação(foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Queiroga afirmou que desobrigação do uso de máscaras depende de avanço na vacinação (foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quinta-feira (10/6) que está avaliando o pedido feito pelo presidente Jair Bolsonaro, que pretende desobrigar o uso de máscara por quem já está vacinado ou já foi contaminado pela COVID-19.

A medida, porém, está em estudo e ainda não tem data para ser realizada. A ideia vai contra a avaliação de epidemiologistas, que apontam o uso de máscaras como um dos principais métodos para evitar a propagação do coronavírus. 


“Queremos que (a desobrigação do uso de máscaras) seja o mais rápido possível, para isso precisamos vacinar a população brasileira e avançar”, afirmou Queiroga, em entrevista à CNN. 

O ministro também afirmou que não foi pressionado por Bolsonaro para resolver a questão. “O presidente não me pressiona não, sou ministro dele, nós trabalhamos em absoluta sintonia”, afirmou. 

Mais cedo, durante um discurso, Bolsonaro afirmou que pediu para Queiroga um parecer desobrigando o uso de máscaras. “Acabei de conversar com o Queiroga e ele vai fazer um parecer para desobrigar o uso de máscaras para pessoas vacinadas ou que já contraíram o vírus”, explicou Bolsonaro. “Não quero que isso seja um símbolo”, disse ele com uma máscara na mão.

“O presidente sempre nos aconselha de maneira muito própria. E eu levo a ele os subsídios para que tenhamos as melhores decisões em relação à saúde pública”, explicou Queiroga. 

Depois, o ministro divulgou um vídeo em seu perfil no Twitter, em que afirmou que vai atender o pedido de Bolsonaro e fazer um estudo sobre a desobrigação do uso de máscaras. 



Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas

[VIDEO4]

 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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