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Estado de Minas PANDEMIA

Restaurantes funcionam até meia-noite no Dia dos Namorados, em Juiz de Fora

Prefeitura autorizou o funcionamento dos estabelecimentos até meia-noite, neste sábado (12/6), por meio de publicação no Atos do Governo municipal


11/06/2021 19:36 - atualizado 11/06/2021 19:48

Flexibilização autorizada pelo Executivo atende à demanda conjunta da categoria no município (foto: Carlos Mendonça/PJF)
Flexibilização autorizada pelo Executivo atende à demanda conjunta da categoria no município (foto: Carlos Mendonça/PJF)
Mesmo diante de um cenário epidemiológico ainda preocupante, a Prefeitura de Juiz de Fora, na Zona da Mata, ampliou temporariamente o horário de funcionamento dos restaurantes na cidade por causa da comemoração do Dia dos Namorados.
Com a publicação no Atos do Governo municipal, os estabelecimentos da categoria estão autorizados a funcionar até 22h nesta sexta-feira (11/6) e até meia-noite no sábado (12/6).
 
A flexibilização autorizada pelo Executivo atende à demanda conjunta do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Juiz de Fora (SHRBSJF) e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Zona da Mata (Abrasel-ZM).
 
Os representantes das referidas entidades protocolaram o pedido junto à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo%u200B, da Inovação e Competitividade (Sedic) da prefeitura do município.

Na proposta inicial, o Sindicato e a Associação solicitaram o funcionamento até meia-noite nos dois dias. Entretanto, a Secretaria atendeu parcialmente o pedido.
 
Fora do programa estadual Minas Consciente desde 26 de janeiro, o município está inserido na faixa vermelha – considerada de alto risco –  do programa municipal de enfrentamento à COVID-19 intitulado “Juiz de Fora pela Vida”.

Conforme o regramento atual, os restaurantes estariam autorizados a funcionar até 20h.
 

 “Estabilidade, com viés de melhora”, diz prefeitura sobre os índices epidemiológicos

Em resposta à reportagem do Estado de Minas, a assessoria da Sedic disse que o atendimento à solicitação de ampliação de horário feita pela categoria foi “atendida devido à estabilidade, com viés de melhora, dos indicadores de monitoramento da evolução da pandemia na cidade”.
 
“Destaca-se que essa é uma medida pontual para aliviar as dificuldades do setor, que tem colaborado com o programa municipal ‘Juiz de Fora pela Vida’, tanto na conscientização dos seus associados, quanto na fiscalização das transgressões”, conclui a secretaria em nota.
 
Ainda conforme a pasta, os restaurantes deverão seguir as condições e protocolos do programa municipal de enfrentamento ao coronavírus.

Nesse sentido, o regramento define o espaçamento de uma pessoa a cada quatro metros quadrados. O self-service não está permitido. Já o consumo de bebidas alcoólicas pode ser feito nas mesas e no balcão.
 

A pandemia em números em Juiz de Fora

Conforme dados da Secretaria de Saúde da prefeitura, Juiz de Fora tinha, no dia 24 de maio, 32.907 casos confirmados de COVID-19 e registrava 1.594 mortes pela doença.

Estes números evoluíram para 34.501 pessoas infectadas e 1.674 vidas perdidas no dia 7 de junho. Os aumentos correspondem a 4,8% e 5%, respectivamente.
 
Conforme avaliação do corpo de docentes e alunos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que integra a equipe da plataforma de monitoramento JF Salvando Todos, os acréscimos percentuais são menores em comparação ao mesmo período anterior de 14 dias, quando os aumentos tinham sido de 6,1% e 4,9%.

O último boletim publicado pela plataforma na quarta-feira (9/6), no entanto, destaca que as reduções e todas as demais análises presentes no documento devem ser avaliadas com cautela.
 
Vale destacar que houve feriado no dia 3 e recesso no dia 4 de junho. Com isso, não teve divulgação de registro de casos e óbitos pela Prefeitura de Juiz de Fora entre os dias 3 e 6 de junho, uma vez que os informes não estão sendo publicados nos fins de semana.
 
“Os números incluem apenas registros divulgados entre os dias 31 de maio e 2 de junho, o que pode ter ocasionado a redução observada. Precisaremos acompanhar os números das próximas semanas”, destaca trecho do boletim.
 

Endividamento e falência de parte da categoria

A presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Francele Galil, reforçou que a categoria seguirá todos os protocolos sanitários estabelecidos na faixa vermelha do programa municipal.
 
Em relação à flexibilização do horário de funcionamento dos estabelecimentos, Francele vê a medida temporária como um pequeno paliativo para o setor.
 
“Desde o início da pandemia, 30% dos bares e restaurantes da cidade fecharam as portas. Essa dilatação do horário não salva o nível de endividamento da categoria. Ela traz apenas um alívio num momento em que se prevê o aumento de consumo devido à data comemorativa”, avalia.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas

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Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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