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Estado de Minas IMPASSE

PBH desconta dias de greve da educação infantil; professores questionam

Educadores receberam contracheques nesta terça-feira com descontos de até R$ 600 em seus salários


01/06/2021 13:29 - atualizado 01/06/2021 15:39

 

(foto: Flickr)
(foto: Flickr)

Os professores da rede pública de ensino infantil em Belo Horizonte, que aderiram à greve sanitária desencadeada no dia 26 de abril, receberam nesta terça-feira (1º/6) os contracheques com o desconto dos dias parados. Quem recebia proventos líquidos em torno de R$ 2.100 teve um desconto de cerca de R$ 600.

 

A diretora do Sind-Rede, Vanessa Portugal, disse tratar-se de descontos referentes ainda ao mês de abril e considera "um grave problema", uma vez que a contaminação pelo novo coronavírus não foi inventada. "A greve cumpriu papel de alertar a comunidade para esse problema."

Segundo a dirigente sindical, apenas 25% das famílias aderiram às aulas presenciais e os professores em greve continuaram realizando o trabalho remoto, atendendo à demanda das demais 75%. "Houve um acordo para que os materiais chegassem aos estudantes do ensino à distância." 

 

Vanessa Portugal disse que espera que a prefeitura reveja "sua posição de não dialogar com os trabalhadores sobre a real situação dentro das escolas". Ela chama a atenção para a chegada de uma nova cepa da COVID-19, anunciada pelas autoridades sanitárias e alerta que é preciso conhecê-la para que sejam tomadas medidas efetivas, diante de uma nova realidade.

 

A diretora do Sind-Rede lista alguns problemas que precisam ser resolvidos antes do retorno presencial, como "EPIs entregues pela prefeitura que não oferecem segurança, máscaras de malha muito frágil e tamanhos não adequados para as crianças. Mais da metade delas não se adequaram. Muitas escolas ainda em obra, no inverno, com crianças sujeitas a doenças que atingem o sistema respiratório. E falta material humano para se fazer respeitar as bolhas e garantir tanto o trabalho presencial quanto o remoto".

Uma professora que preferiu não se identificar, da Emei Alaíde Lisboa, que funciona no campus da UFMG, diz estar assustada com o valor do desconto. "Se é referente ao mês de abril, com cinco dias de paralisação, imagina o que receberemos do mês de maio? Não parei de trabalhar. O remoto tem tempo de começar, mas não de terminar. Pais mandando mensagem, criança mandando vídeo. Tenho duas turmas, 20 em cada uma. Ver 40 vídeos, responder pais ou responsáveis e ver se vão conseguir orientar as crianças. São aulas para pais e filhos", reclama.

 

A jornalista Élida Ramirez diz que não mandou a filha de três anos para a Emei, "porque a PBH reiniciou as aulas presenciais antes de começar a vacinação dos professores. E mesmo com o início das imunizações dos docentes, considero um absurdo a volta às aulas antes da aplicação das duas doses. Como mãe,  compreendo a necessidade da escola para as crianças e também para nós que estamos trabalhando em casa. Mas considero o risco de contaminar os professores e também sermos contaminados mais problemático. Considero a greve sanitária dos professores mais que legítima". 

Resposta da Secretaria Municipal de Educação

Em nota, "a secretaria municipal de Educação informa que temos 70% de famílias que manifestaram desejo de retorno e, com a vacinação dos professores, acreditamos que se sentirão seguros para a adesão.

 

Conforme amplamente divulgado e conferido pela imprensa e Comissão Parlamentar da Educação, a Prefeitura de Belo Horizonte investiu R$14 milhões na compra de milhões de itens de higiene, limpeza, tapetes, dispensers com álcool em gel, kits de máscaras e toda a estrutura necessária ao cumprimento dos protocolos de segurança. Além disso, foram criadas Comissões, com a participação de pais de alunos, para monitorar a implantação desses protocolos em todas as escolas.  

 

Sobre as obras de adequação, manutenção e ampliação, o modelo padrão EMEI já foi projetado dentro de normas internacionais de ventilação, com pias e banheiros abundantes. Portanto, a maioria delas não precisou de intervenções. As que necessitaram de intervenções as receberam e são três situações em que o atendimento da unidade está acontecendo na escola mais próxima, uma vez que as adequações demandaram mais tempo e só serão concluídas entre agosto e setembro. A secretaria municipal de Educação está sempre à disposição para complementações diante do apontamento objetivo de onde estaria a falta.

 

A organização em bolhas ou células considera que o atendimento se dê em grupos menores, de até 6 crianças, que não convivem ou compartilham o mesmo espaço com outro grupo de crianças no período em que permanecem na escola. No que se refere aos professores, para os que possuem dois cargos na prefeitura, não é legalmente possível dispensá-lo de cumprir a jornada de um dos vínculos. Destaca-se no entanto que a jornada de trabalho dos professores foi reduzida a três vezes por semana. O contato, portanto, é extremamente restrito.

 

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, também informa que foram repassadas, inicialmente, à Secretaria Municipal de Educação máscaras de proteção em TNT. Todos os artigos adquiridos passam por avaliações das equipes técnicas da Secretaria Municipal de Saúde para observar as especificações e orientações técnicas, qualidade e segurança.  

 

As novas aquisições estão sendo estruturadas e desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Educação, considerando as definições do protocolo sanitário para retorno às atividades presenciais. Além das máscaras três faces de pano, todos os professores de alunos de 4 meses a 8 anos utilizarão face shield, assim como avental e luvas para casos em que participa de cuidados pessoais.Todos estes equipamentos foram licitados com apoio técnico da secretaria de saúde e preservam as características e qualidade nacionalmente aprovadas pelos órgãos de regulamentação". 

 


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 

 

 

 

 


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