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Estado de Minas PANDEMIA

Ocupação de leitos para COVID-19 volta a subir em BH

Entretanto, o fator RT - como também é chamado o indicador - permanece estável


19/05/2021 19:35 - atualizado 19/05/2021 23:04

Belo Horizonte saltou de 195.103 para 196.581 mil casos confirmados de COVID-19 em 24 horas (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Belo Horizonte saltou de 195.103 para 196.581 mil casos confirmados de COVID-19 em 24 horas (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
As ocupações de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de enfermaria voltaram a subir na capital mineira. Essa é a informação do boletim epidemiológico publicado pela prefeitura de Belo Horizonte (PBH) nesta quarta-feira (19/5). 

A capital mineira tem 1.030 leitos no total. Desses, 79,8% estão ocupados. O quadro é classificado na zona vermelha, a de maior risco de colapso do sistema de saúde – essa classificação é dada quando o indicador ultrapassa os 70%. Nessa terça-feira, a ocupação era de 78,1%.

Nas unidades da rede SUS, as internações aumentaram de 84% para 86,5%. Na rede particular, a variação foi de 71,2% para 72,2%.

 

(foto: Arte/EM/D.A press)
(foto: Arte/EM/D.A press)


Outro parâmetro importante para acompanhamento das autoridades de saúde durante a pandemia é a ocupação dos leitos de enfermaria. Esses são destinados a pessoas diagnosticadas com a virose, mas que enfrentam quadros clínicos menos graves, a síndrome gripal. São 1.969 exclusivamente para a COVID-19 no total. Em 24 horas, a ocupação saltou de 56,9% para 59,1%.

Na rede SUS, o aumento foi de 55,2% para 56,6%%. Na rede particular de 59,5% para 62,7%.

O destaque fica por conta da taxa de transmissão da doença, que está perto do nível verde, considerado de estabilidade para os especialistas. O fator RT, como também é chamado o indicador, passou de 1,02 para 1 nessa terça-feira (18/5). Hoje, o valor permaneceu o mesmo.

O indicador está no limite do nível, uma vez que abaixo de 1 é considerado estável, enquanto acima do numeral os especialistas apontam que o alerta é amarelo - intermediário. No dia 14 de maio, a transmissão estava em 1,03.

Casos e mortes

Belo Horizonte saltou de 195.103 para 196.581 mil casos confirmados de COVID-19. De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela prefeitura, a capital mineira soma 4.817 óbitos pela doença, 51 a mais do que no levantamento anterior.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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