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Estado de Minas VACINAÇÃO EM MINAS

COVID-19: governo de MG define neste sábado distribuição de vacinas

Novas remessas serão usadas para completar o esquema vacinal de quem está com a segunda dose atrasada


14/05/2021 13:23 - atualizado 14/05/2021 18:32

Mais de 200 mil doses da CoronaVac serão usadas para aplicação da segunda dose atrasada (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Mais de 200 mil doses da CoronaVac serão usadas para aplicação da segunda dose atrasada (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
As 630.550 doses de vacinas contra COVID-19 que chegaram nessa quinta (13/5), em Minas Gerais, terão destinos e quantidades anunciadas neste sábado (15/5). A nova remessa conta com 422.750 doses da AstraZeneca e 207.800 doses da CoronaVac.

A prioridade para uso do imunizante produzido pelo Instituto Butantan será a aplicação da segunda dose para pessoas que estão com o esquema vacinal atrasado.
 
Em Belo Horizonte, são 53.600 pessoas entre 66 e 64 anos aguardando para receber a segunda dose da CoronaVac, que não foi guardada pela prefeitura do município, seguindo a orientação do Plano Nacional de Imunização (PNI).
 
A segunda dose da vacina do Butantan é aplicada, normalmente, com um intervalo de 28 dias entre doses, porém, a falta de insumos para produção ocasionaram um atraso na entrega e, consequentemente, demora na aplicação do imunizante, em pelo menos sete estados brasileiros.
 
Após o sufoco sem insumos, o Instituto Butantan voltou a fabricar a CoronaVac no final de abril e a distribuição para os estados foi retomada na primeira semana de maio. Em Minas Gerais, cerca de 370 mil pessoas tiveram a aplicação atrasada.
 
Nesta semana, o estado recebeu 207.800 na quinta-feira (13/5) e mais 101.600 doses nesta sexta (14/5). Essas remessas serão usadas para contemplar o esquema vacinal de quem ainda não recebeu a segunda dose. Entretanto, as quantidades que cada município vai receber ainda não foram divulgadas. 
 
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), a planilha de distribuição será anunciada neste sábado (15/5) para todo o estado. Veja a nota na íntegra:
 
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informa que a planilha de distribuição com o número de doses que as prefeituras irão receber e o público-alvo a ser vacinado serão anunciados a partir de sábado (15/5).
  
Desde a primeira remessa recebida de vacinas, em janeiro de 2021, assim que os imunizantes chegam à Central, a SES-MG confere se o quantitativo e a temperatura das vacinas estão adequados. Após a conferência, as doses são acondicionadas em câmara fria e é elaborada a planilha de distribuição para os 853 municípios de Minas e o quantitativo que vai para cada Unidade Regional de Saúde, pelo como todo o planejamento das rotas, já que a cada remessa o quantitativo de doses é diferenciado. Só após o alinhamento da distribuição com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG), que ela é divulgada.

Lembrando que, para a entrega de vacinas, desde janeiro, todas as áreas envolvidas (Central da Rede de Frios, Imunização, Forças de Segurança, Gabinete, Assessoria de Comunicação Social, além das 28 Unidades Regionais de Saúde em todo o estado) estão trabalhando aos finais de semana para não interromper o fluxo de envio dos imunizantes um dia sequer.

Ao todo, Minas Gerais já recebeu 8.762.490 doses em 20 remessas diferentes, confira:

- 1ª remessa
577.480 doses da CoronaVac em 18/1/2021

- 2ª remessa
190.500 doses de AstraZeneca em 24/1/2021 

- 3ª remessa
87.600 doses da CoronaVac em 25/1/2021

- 4ª remessa
315.600 doses da CoronaVac em 7/2/2021 

- 5ª remessa
220.000 doses da AstraZeneca e 137.400 doses da CoronaVac em 23/2/2021

- 6ª remessa
285.200 doses da CoronaVac em 3/3/2021

- 7ª remessa
303.600 doses da CoronaVac em 9/3/2021

- 8ª remessa
509.800 doses de CoronaVac em 17/3/2021

- 9ª remessa
86.750 doses da AstraZeneca e 455.800 doses da CoronaVac em 20/3/2021 

- 10ª remessa
116.600 doses de AstraZeneca e 359.000 doses de CoronaVac em 26/3/2021 

- 11ª remessa
73.250 doses de AstraZeneca e 943.400 doses de CoronaVac em 1/4/2021 

- 12ª remessa
257.750 da AstraZeneca e 220.400 da Coronavac, em 8/4/2021

- 13ª remessa
426.000 da AstraZeneca e 275.200 da CoronaVac, em 16/4/2021

- 14ª remessa
316.750 doses da AstraZeneca e 73.800 da CoronaVac, em 23/4/2021

- 15ª remessa
578.000 doses da AstraZeneca e 11.800 doses da CoronaVac, em 29/4/2021

- 16ª remessa
30.400 doses da CoronaVac, em 1/5/2021 e 676.250 doses da AstraZeneca, em 3/5/2021

- 17ª remessa
50.310 doses da Pfizer, em 3/5/2021

- 18ª remessa
396.500 doses da AstraZeneca, em 6/5/2021 e 100.200 doses da CoronaVac, em 8/5/2021

- 19ª remessa
422.750 doses da AstraZeneca, em 13/5/2021 e 207.800 doses da CoronaVac

- 20ª remessa
101.600 doses de CoronaVac, em 14/5/2021
 
Apesar da expectativa de completar o esquema vacinal em vários estados, os dados para produção de mais imunizantes da CoronaVac não são animadores. Nesta sexta, o Instituto Butantan anunciou que vai paralisar a produção até a chegada de um novo lote, com 10 mil litros de insumos vindos da China, o que é suficiente para fabricar cerca de 18 milhões de doses.
 
Em entrevista à Agência Brasil, o governador de São Paulo, João Doria, disse que o material ainda não foi liberado por causa de 'declarações desastrosas' feitas por autoridades do governo brasileiro em relação à China e à própria vacina.
 
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.  
 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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