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Estado de Minas COVID-19

Após dias de queda, ocupação de UTIs e enfermarias em BH tem ligeira alta

No entanto, crescimento nas taxas é explicado pela redução de leitos nos hospitais privados da capital mineira


07/05/2021 20:06 - atualizado 07/05/2021 20:26

Taxa de ocupação de leitos de UTI e enfermaria tiveram alta muito pequena, mostrando estabilidade em BH(foto: Divulgação/Fhemig)
Taxa de ocupação de leitos de UTI e enfermaria tiveram alta muito pequena, mostrando estabilidade em BH (foto: Divulgação/Fhemig)
 
Depois de quatro dias seguidos de queda, os indicadores de ocupação de UTIs e enfermarias feitos diariamente pela prefeitura de Belo Horizonte apresentaram pequena alta nesta sexta-feira (7/5), de acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. 
 
Enquanto o fator de transmissão por infectado se manteve em 0,93, as UTIs apresentaram crescimento de 74,2% para 74,4%, mantendo-se no nível de alerta vermelho, considerado o mais perigoso. O maior índice da semana foi registrado segunda-feira (3/5), com 77% dos leitos ocupados.

A mudança nos indicativos é explicada pela redução de leitos exclusivos para COVID-19 na rede privada. Nessa quinta-feira (6/5), a prefeitura informou em seu boletim que os hospitais particulares contavam com 530 leitos. O último levantamento, porém, mostra que agora são 516 à disposição de pacientes. A ocupação é de 64,5%.

Por sua vez, a rede pública conta com 568 leitos para tratamento da COVID-19, com ocupação de 83,8% – no boletim anterior, era 85,7%.

Já as enfermarias cresceram de 52,8% para 53,8%, com o nível de alerta amarelo, que é o intermediário. A maior ocupação contabilizada na semana também foi na segunda-feira, com 56,2% das vagas preenchidas.

A PBH oferece hoje 1.165 leitos clínicos na rede pública para os pacientes com o coronavírus – a ocupação está em 56,5%. Já os hospitais privados também reduziram o número de leitos em relação à quinta-feira: de 873 para 870 vagas, sendo que 50,2% estão ocupados.

A cidade teve 22 mortes e 1155 casos por COVID-19 nas últimas 24 horas, mantendo o panorama da semana. O total é de 4.495 vidas perdidas desde o início da pandemia, além de 184.979. A prefeitura informou que mais de 171 mil pessoas se curaram da doença. 

Até o momento, 613.556 pessoas já receberam a primeira dose da vacina. Outras 263.371 tomaram a dose de reforço. Mais de 1 milhão de doses já foram distribuídas em toda a capital mineira. 

Nesta sexta-feira, a PBH começou a aplicar as doses da Pfizer às pessoas com comorbidades. Foram distribuídas 34.560 doses das 50.310 enviadas pelo Ministério da Saúde.
 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 


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