Publicidade

Estado de Minas PANDEMIA

Maca para transporte de infectados com COVID-19 é desenvolvida na UFLA

Sistema servirá para que pacientes com doenças infecciosas sejam transportados de modo seguro e sem risco aos profissionais envolvidos


27/04/2021 16:24 - atualizado 27/04/2021 18:19

Equipamento poderá ser utilizado para o transporte de pacientes infectados dentro do hospital, em ambulâncias e até mesmo em helicópteros(foto: UFLA/Divulgação)
Equipamento poderá ser utilizado para o transporte de pacientes infectados dentro do hospital, em ambulâncias e até mesmo em helicópteros (foto: UFLA/Divulgação)
 
Um sistema de enclausuramento e transporte para contaminados com a COVID-19 ou outras doenças infecciosas foi desenvolvido na Universidade Federal de Lavras (UFLA), no Sul de Minas. O equipamento isola o paciente e reduz a possibilidade de infecção aos profissionais envolvidos no transporte e ao ambiente. A maca comporta uma pessoa de dois metros de altura e até 250kg.
O sistema é capaz de manter uma atmosfera controlada internamente, com um fluxo de ar contínuo, de acordo com o protocolo médico necessário ao paciente, além do controle de vazão e pressão e total desinfecção do vírus no momento da saída do ar, diferentemente de todas as outras soluções disponíveis no mercado mundial.
 
O sistema – com todo o processo de desenvolvimento, testes laboratoriais e de engenharia – demorou um ano para ser desenvolvido por 12 pessoas, entre professores e alunos.

Entenda como funciona o equipamento



“Muitos equipamentos parecidos foram utilizados em Wuhan, na China, e nós estudamos bastante essas soluções e identificamos algumas oportunidades de melhoria como, por exemplo, a troca de ar. Se você joga o ar que está dentro do sistema para fora, você está contaminando o ambiente externo. O primeiro diferencial do nosso equipamento é a desativação do vírus na saída. O ar que é descarregado ao meio externo é inofensivo ao ser humano”, explica o responsável pelo projeto, professor Sandro Pereira da Silva.
 
A estrutura foi concebida de forma hermética e totalmente vedada, criando uma atmosfera positiva e isolada, diferentemente de todas as outras disponíveis no mercado. O momento em que o paciente expira, o vírus fica "preso" dentro do sistema de transporte, pois a saída de ar para atmosfera é controlada, em vazão e pressão, com filtros determinados e adição de fluído para desativar o vírus, ou seja, a saída de ar é completamente isenta de COVID-19, pois passa por um sistema de nebulização imerso em álcool glicerinado.
 
O equipamento pode ser usado entre alas hospitalares, considerando ainda deslocamentos de CTI e de ambientes externos, mas foi dimensionado também para ser utilizado em Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e em helicópteros, caso necessário.
 
“Estudos mostram que o vírus se mantém suspenso no ambiente por cerca de três horas e, considerando que o ambiente hospitalar possui maior número de prováveis doentes com coronavírus, há um constante risco de disseminação viral. Ao manter o paciente contaminado dentro do sistema de enclausuramento, minimiza-se a contaminação durante o seu deslocamento. Além disso, o sistema terá a sua aplicação não só no combate da COVID-19, mas para qualquer doença que permita contágio entre as pessoas, como tuberculose, meningite, entre outras”, ressalta o professor Sandro.
 
No momento, o projeto está no Comitê de Ética para ser testado em pessoas e, em breve, já estará aberto à parceiros que queiram replicar o modelo. Os estudos foram financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e pelo Ministério da Educação (MEC-SISU). Empresas privadas com interesse em apoiar o projeto podem encaminhar e-mail ao responsável sandro.silva@ufla.br.
 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade