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Estado de Minas PANDEMIA

Duas idosas de Araxá receberam doses trocadas da vacina contra a COVID-19

O fato foi confirmado pela coordenadora do Departamento Municipal de Imunologia


27/04/2021 15:56 - atualizado 27/04/2021 16:56

Araxá recebe, nesta terça-feira (27/4), 1.990 doses de vacinas contra a COVID-19(foto: Prefeitura de Araxá/Divulgação)
Araxá recebe, nesta terça-feira (27/4), 1.990 doses de vacinas contra a COVID-19 (foto: Prefeitura de Araxá/Divulgação)
 
A Secretaria de Saúde de Araxá confirmou que houve erro durante a vacinação contra a COVID-19 no município. Duas idosas, de 85 e 87 anos, receberam as vacinas trocadas da segunda dose, no mês de março. A pasta garantiu, por meio de nota, que os casos estão em acompanhamento e monitoramento.
 
Diante dos erros, as duas idosas não ficaram devidamente protegidas e as doses complementares utilizadas foram desperdiçadas, sendo que, nesses casos, é necessário refazer a aplicação com as doses corretas.
 
Segundo a coordenadora do Departamento de Imunologia, enfermeira Marcela Mesquita, desde o início da vacinação foram investigados quatro casos de eventuais falhas de imunização.

“Duas de pessoas que receberam doses de fabricantes diferentes, uma pessoa que teve a segunda dose aplicada com um intervalo menor de 14 dias para CoronaVac e outra pessoa que estava amamentando e só informou após receber a imunização. Todas essas ocorrências são informadas via sistema”, declarou.
 
Ainda de acordo com a enfermeira, falhas na plataforma de informatização do Ministério da Saúde são identificadas frequentemente.

“Existe uma ficha de notificação de eventos adversos que é utilizada para identificar erros de imunização. O sistema tem inconsistências, dados trocados de um município para o outro. Periodicamente, solicitamos a correção das informações com base nos documentos de registro que temos e que incluímos nesse sistema do Governo Federal. Temos que parabenizar os profissionais de saúde que estão à frente da vacinação, pois a quantidade de investigações registradas até o momento é muito pequena diante o número de doses aplicadas”, ressaltou Marcela.
 

Novas doses chegam nesta terça

Araxá recebe, nesta terça-feira (27/4), a 13ª remessa, com 1.990 doses de vacinas contra a COVID-19. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a maior parte dos imunizantes, 1.630 doses de AstraZeneca, será destinada à primeira aplicação de pessoas de 63 e 64 anos e forças de segurança. Já a menor parte dessa nova remessa, 360 doses de CoronaVac, será usada para a segunda dose de idosos de 68 anos.
 
A imunização destas novas primeiras doses acontecerão nesta quarta-feira (28), das 8h às 16h, em três unidades de saúde (Uninorte, Unileste e Unioeste) da cidade. A imunização vai ser dividida em duas filas: uma para idosos que estiverem em veículos (drive-thru) e outra para os que forem a pé.
 
Com relação, as novas segundas doses de CoronaVac, ainda conforme a Secretaria de Saúde de Araxá, serão aplicadas ainda nesta semana.
 
De acordo com o Vacinômetro de Araxá, atualizado nesta segunda-feira (26/4) a cidade já recebeu 27.069 vacinas contra a COVID-19, sendo que destas 23.556 foram aplicadas (primeira dose: 15.472 e segunda dose: 8.084)  
 
UTI/COVID quase lotada
 
Segundo o último boletim epidemiológico da COVID-19 em Araxá, dos 20 leitos de UTI/COVID da Santa Casa de Misericórdia, único hospital da cidade e de sua microrregião que atende pacientes com a doença, 19 estão ocupados, com dez pacientes de Araxá, quatro de Campos Altos, dois de Santa Juliana, dois de Pedrinópolis e um de Campos Altos.
 
Já a taxa de ocupação dos leitos de enfermaria/COVID em Araxá está em 50%, ou seja, dos 26 leitos disponíveis, 13 estão ocupados. Entre os pacientes, dez de Araxá, um de Perdizes, um de Ibiá e um de Pratinha.
 
Desde o início da pandemia foram contabilizados em Araxá  8.566 casos positivos da doença, sendo que destes 132 pessoas morreram, 8.036 estão recuperados e 398 estão em recuperação.

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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