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Estado de Minas PANDEMIA

Betim anuncia adiamento da chegada da Sputnik V, sem autorização da Anvisa

Betim esperava receber 1,2 milhão de doses da vacina russa até 30 de abril, mas ficou para o fim de maio, segundo a prefeitura


27/04/2021 15:26 - atualizado 27/04/2021 16:40

A Anvisa ainda não autorizou a importação da vacina russa Sputnik V(foto: Wikimedia Commons/Divulgação)
A Anvisa ainda não autorizou a importação da vacina russa Sputnik V (foto: Wikimedia Commons/Divulgação)
 
A Prefeitura de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), anunciou a compra de 1,2 milhão de doses da vacina russa Sputnik V, desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Gamaleya, e informou que as vacinas chegariam até 30 de abril. Porém, na noite de segunda-feira (26/4), em vídeo publicado em rede social, o prefeito Vittorio Medioli adiou a previsão de chegada das doses para final de maio.

Além disso, o impasse para a importação dessa vacina ainda continua sem resolução pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
Betim fez, de forma independente, o acordo de compra com os representantes russos. O valor foi de 11,6 milhões. “Fomos convidados para ir a Moscou, na Rússia, para fazer os últimos acertos. Nós imaginamos que seria possível receber as vacinas até o dia 30 de abril, foi dado como data para o desembarque aqui, mas já passou para o final de maio. Dia 7 de maio, o procurador de Betim, Bruno Cypriano, vai embarcar para Moscou para resolver este assunto. Esperamos realmente que ele, de lá, possa nos dar boas notícias e finalizar esta compra”, disse Medioli no vídeo.  
 
Porém, até o momento, a Anvisa não autorizou a importação e aponta falhas no desenvolvimento e na produção desse imunizante. Conforme nota divulgada pela Anvisa nesta terça-feira (27/4), por falta de dados consistentes e confiáveis, a Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa decidiu, por unanimidade, não autorizar a importação em caráter excepcional da vacina russa Sputnik V.
 
De acordo com o relator do processo, diretor Alex Machado Campos, a Agência é conhecida por viabilizar o acesso a medicamentos e vacinas e que, neste momento de pandemia, a instituição tem atuado no limite, mas que não há flexibilização em relação à segurança dos produtos. “A segurança é um aspecto inalienável diante da incerteza do risco. Chegamos até aqui de mãos dadas com a ciência e amparados por evidências”, disse o diretor.
 
“Foram identificadas falhas no desenvolvimento do produto, em todas as etapas dos estudos clínicos (fases 1, 2 e 3). Também há ausência ou insuficiência de dados de controle de qualidade, segurança e eficácia. Uma das informações preocupantes com relação à avaliação dos dados disponíveis até o momento é que as células onde os adenovírus são produzidos para o desenvolvimento da vacina permitem sua replicação. Isso pode acarretar infecções em seres humanos, podendo causar danos e óbitos, especialmente em pessoas com baixa imunidade e problemas respiratórios, entre outros problemas de saúde”, explica a nota que informa, também, a inexistência, até o momento, de um relatório técnico da Sputnik V por parte do fabricante.
 
Não só Betim busca a vacina russa. Governadores de 14 estados enviaram pedidos de importação da vacina Sputnik V para a Anvisa: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins, além dos municípios fluminenses de Maricá e Niterói.
 

Betim vacina idosos de 62 anos contra a COVID-19 a partir de quarta-feira (28/4)

Com as doses fornecidas pelo governo federal, nesta quarta-feira (28/4) os idosos de 62 anos começarão a ser imunizados em Betim. As vacinas estarão disponíveis nas 36 Unidades Básicas de Saúde, das 8h às 17h. A previsão é de que cerca de 3.873 idosos desta faixa etária sejam atendidos.
 
O novo lote de vacinas, que será entregue ao município nesta terça-feira (27/4) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG), permitirá que a prefeitura também dê continuidade à imunização de trabalhadores da saúde – que podem se cadastrar pelo link – e dos trabalhadores das forças de segurança e salvamento - que podem se cadastrar por este link.
 
A aplicação da vacina para esses dois grupos está sendo realizada no Serviço de Atendimento à COVID-19, anexo ao Centro de Referência Regional de Saúde do Trabalhador (Cerest), por meio de agendamento. No dia marcado para a imunização, o trabalhador deverá apresentar carteira funcional ou outro documento que comprove sua identidade e seu vínculo empregatício.

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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