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Estado de Minas COVID-19

Kalil sobre reabertura de BH: 'Contra a ciência, não há achismos'

Prefeito de Belo Horizonte confessa que gostaria de ter aberto a cidade na semana passada, mas posição dos infectologistas foi determinante


19/04/2021 14:24 - atualizado 19/04/2021 20:06

Kalil anunciou abertura das atividades a partir de quinta-feira (22/4)(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Kalil anunciou abertura das atividades a partir de quinta-feira (22/4) (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Ao anunciar a abertura do comércio não essencial para a próxima quinta-feira (22/4), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) admitiu que gostaria de ter liberado as atividades na última quarta-feira (14/4). No entanto, ele foi convencido pelos infectologistas do comitê de enfrentamento ao coronavírus para aguardar a melhora nos números de ocupação de UTI e enfermaria.

“A maior prova que o prefeito não manda é que eu queria abrir quarta-feira passada. Fizemos uma reunião. Contra a ciência, não há achismos. Quando os infectologistas e o secretário colocaram os números na mesa e demonstraram que havia temeridade, que poderíamos aguardar mais uma semana, eu me rendi ao que sempre disse, à ciência”, afirmou o prefeito, durante entrevista coletiva na sede da prefeitura de BH. 

“O prefeito não abre, ele conversa, dialoga”, acrescentou o prefeito. 
Desde 13 de março deste ano, BH estava praticamente fechada em decorrência da evolução dos casos de coronavírus. Praças públicas e pistas de atividades ao ar livre e funcionamento de certos serviços que estavam liberados, como retirada de comida na porta de restaurantes, foram algumas das proibições mais recentes.

A cidade chegou a ter também toque de recolher das 20h às 5h a partir de 16 de março, medida proporcionada pela onda roxa do Minas Consciente. Contudo, a alternativa para conter a pandemia foi barrada após decisão judicial e posteriormente excluída do programa.
 

Saiba mais sobre a flexibilização em BH do comércio e de serviços


O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 


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