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Estado de Minas IMUNIZAÇÃO

COVID-19: idosos de 71 e 72 anos recebem a segunda dose da vacina em BH

As aplicações dos imunizantes foram antecipadas pela PBH com intuito de acelerar a vacinação na capital


19/04/2021 11:57 - atualizado 19/04/2021 12:18

Unidades de saúde e postos drive-tru recebem a faixa etária para mais uma etapa da imunização(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Unidades de saúde e postos drive-tru recebem a faixa etária para mais uma etapa da imunização (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Idosos de 71 e 72 anos recebem, nesta segunda-feira (19/4), a segunda dose da vacina contra a COVID-19 em Belo Horizonte. A etapa final da imunização para a faixa etária segue as recomendações do Ministério da Saúde e a aplicação deve ser feita com um intervalo de 14 a 28 dias para os imunizados com a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac. 

Conforme anunciado pela PBH, as aplicações da segunda dose estão sendo antecipadas na capital mineira como tentativa de agilizar a vacinação entre os belo-horizontinos. No sábado (17/4), foi a vez dos idosos de 73 e 74 anos receberem a dose final do imunizante.

Nesta segunda-feira (19/4), as pessoas de 71 e 72 anos dão continuidade à campanha e são vacinadas nos mais de 150 centros de saúde para vacinação, das 7h30 às 16h30 e nos postos drive-thru, das 8h às 16h30. Todos os pontos de imunização podem ser conferidos no portal da prefeitura de BH.

O idosos deve levar documento de identidade e um comprovante de residência. Para evitar aglomerações, a Secretaria Municipal de Saúde recomenda a presença de apenas um acompanhante por pessoa. 

Walter Felix, de 72 anos, foi um dos vacinados no posto drive-thru do Boulevard Shopping (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Walter Felix, de 72 anos, foi um dos vacinados no posto drive-thru do Boulevard Shopping (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Walter Felix, de 72 anos, foi um dos contemplados pela segunda dose da CoronaVac no posto drive-thru do Shopping Boulevard e o quarto de sua família a ser vacinado contra o coronavírus. Seus três irmãos mais velhos, de 76, 74, 72 e uma irmã mais nova, de 69 anos, também já receberam a imunidade.

Em entrevista ao Estado de Minas, o aposentado disse que reconhece a gravidade da doença causada pela COVID-19, mas nunca sentiu medo de ser contaminado. “É um alívio mais para outras pessoas do que para mim. Não me incomodo de pegar doenças. Quando a gente era menino, pegava doença e nem tinha vacina. Vou morrer um dia, pode ser disso, do coração ou câncer, não me preocupo com a morte”, disse Walter.

Vacinômetro em BH


De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, ao todo, até o momento, 460.875 moradores da cidade já receberam a primeira dose e 138.451 a segunda dose dos imunizantes. Deste número, a faixa etária dos mais velhos foi a mais abrangida pela campanha de vacinação, com 353.762 aplicações de primeira e 69.952 de segunda dose.
 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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