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Estado de Minas PANDEMIA

Indicadores caem, mas uso dos leitos de UTI continua além dos 90% em BH

Mais 42 mortes entraram para o balanço da prefeitura nesta quarta (7/4). Executivo municipal abriu mais 10 vagas de enfermaria e 20 de terapia intensiva


07/04/2021 17:29 - atualizado 07/04/2021 18:26

Indicadores da pandemia, enfim, apresentam tendência de queda na capital mineira(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
Indicadores da pandemia, enfim, apresentam tendência de queda na capital mineira (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

 

Belo Horizonte apresentou queda nos três principais indicadores da pandemia da COVID-19 nesta quarta (7/4). Apesar disso, a taxa de ocupação geral (SUS + rede suplementar) dos leitos de UTI permanece próxima do colapso e está em 94%. Os dados são do boletim epidemiológico e assistencial da prefeitura.

 

 

 

De acordo com o documento, a prefeitura abriu mais 20 vagas de terapia intensiva na cidade. Agora, a capital soma 1.147 leitos do tipo: 69 livres e 1.078 em uso.

 

Após colapsar nessa segunda (5/4), a ocupação na rede SUS caiu de 96,2% para 92,3% nesta quarta. São 525 camas ocupadas e 44 sem pacientes nas UTIs públicas da capital mineira.

 

 

 

Já na rede suplementar o percentual se manteve na mesma faixa dessa terça (6/4): 95,7%. Portanto, restam apenas 25 dos 578 leitos do tipo nos hospitais particulares da cidade.

 

O quadro das enfermarias também foi de queda nesta quarta. A taxa geral desceu de 79,1% para 77%. Com isso, há 508 leitos do tipo livres e 1.699 em uso na cidade.

 

Nesse quesito, a situação se inverte em relação às UTIs: o percentual de uso dos hospitais públicos está acima da estatística da rede suplementar – 79,5% contra 74,2%.

 

Nesta quarta, a prefeitura incluiu mais 30 leitos no balanço: 20 de UTI e 10 de enfermaria. Todos foram abertos no Sistema Único de Saúde. Portanto, a queda nos indicares está mais ligada à ampliação da oferta, não à redução de pessoas doentes.

 

Por outro lado, a transmissão do novo coronavírus caiu novamente em BH. O chamado fator RT, que estava em 0,98, agora está em 0,96.

 

 

 

Isso quer dizer que a cada 100 pessoas doentes em BH, em média, mais 96 se tornam vítimas da pandemia. O dado não apresenta alta desde 15 de março, há 16 boletins. 

 

Casos e mortes 

 

Mais 48 mortes entraram para a lista de Belo Horizonte nesta quarta. Com mais essas, a cidade soma 3.448 vidas perdidas para a COVID-19.

 

Além disso, mais 2.409 casos foram computados. São 151.885 no total agora.

 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 

 

 

 

 


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