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Estado de Minas PANDEMIA

BH abre leitos e ocupação cai, mas continua acima dos 100%

Todas as vagas na rede privada estão ocupadas. Na pública, taxa de uso desceu para 93,8% depois que mais 27 unidades de terapia intensiva foram abertas no SUS


23/03/2021 17:21 - atualizado 23/03/2021 18:44

Movimentação na área hospitalar de Belo Horizonte na manhã desta terça. Situação melhorou, mas sistema de saúde continua em colapso(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
Movimentação na área hospitalar de Belo Horizonte na manhã desta terça. Situação melhorou, mas sistema de saúde continua em colapso (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
 

 

A taxa de ocupação das UTIs para COVID-19 caiu em Belo Horizonte nesta terça-feira (23/3), mas continua acima dos 100%. A soma entre a rede pública e a privada está em 102,3%.

 

Para efeito de comparação, no balanço anterior, divulgado nessa segunda-feira (22/3), a prefeitura informava ocupação geral de 107,3%. Portanto, houve queda de cinco pontos percentuais.

 

 

 

Essa diminuição aconteceu pelo aumento na oferta de leitos. No SUS, a PBH abriu 27 unidades. Agora, são 471 no total: 442 em uso, o que resulta em ocupação de 93,8%.

 

Já na rede suplementar, novas 36 UTIs entraram para o balanço nesta terça. Esses hospitais somam, agora, 411 vagas – insuficientes para a alta demanda.

 

Pelos dados informados pela prefeitura, é possível calcular que 460 pacientes necessitam de UTIs na rede privada. Assim, há um deficit de 49 pessoas alojadas em outros espaços dos hospitais, como enfermarias e outras salas.

 

 

 

Dessa maneira, a ocupação das UTIs na rede particular é de 111,9%.

 

Em nota, a prefeitura informou que “a Rede SUS tem o maior número de leitos de UTI desde o início da pandemia”.

 

Conforme números do Executivo municipal, “somente neste mês foram abertas 188 unidades (de terapia intensiva), saltando de 283, no dia 1º, para as atuais 471”.

 
Enfermarias e transmissão 

 

Mesmo com ampliação de 81 leitos, a ocupação das enfermarias para pacientes com COVID-19 se manteve no mesmo patamar dessa segunda em BH: 87,9%. 

 

Na rede SUS, a prefeitura abriu 10 vagas, mas a taxa subiu de 75,8% para 77%. Nos hospitais privados, o índice caiu de 107,6% para 104,3% graças à abertura de 71 leitos. 

 

Outro indicador fundamental da pandemia, o número médio de transmissão por infectado pelo coronavírus caiu de 1,17 para 1,16. Portanto, se manteve na zona de alerta da escala de risco, entre 1 e 1,2.

 

 

 

Isso quer dizer que a cada 100 doentes mais 116 pessoas se tornam vítimas da pandemia na capital mineira. A queda na estatística é resultado da restrição das atividades comerciais na cidade, como mostrou o EM nessa segunda.

 

Casos e mortes

 

Belo Horizonte chegou a 3.053 mortes pela COVID-19 nesta terça. São 33 a mais que no boletim anterior, de segunda.

 

Quanto ao número de casos, a cidade computa 134.516. São 2.315 diagnósticos a mais que no penúltimo balanço.

 

Há, ainda, 159 mortes em investigação na cidade. Das 3.020 vidas perdidas na cidade, 1.652 eram pessoas do sexo masculino e 1.401 do feminino.

 

Os óbitos são em grande parte de idosos: 2.544 pessoas acima dos 60 anos já perderam a batalha contra o coronavírus, 83,45% do total de BH.

 

 

Outras 441 que morreram tinham entre 40 e 59 (14,32%); 65 entre 20 e 39 (2,14%); um pré-adolescente entre 10 e 14 (0,03%); e duas crianças entre 1 e 4 (0,06%). 

 

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp



Como a COVID-19 é transmitida?


A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?



Como se prevenir?


A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê



Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

Vídeo explica porque você deve aprender a tossir

Mitos e verdades sobre o vírus


Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 


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