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Estado de Minas FLEXIBILIZAÇÃO

Kalil vai fechar ou não BH? Acompanhe ao vivo a entrevista coletiva

Aumento de casos e da ocupação de leitos preocupa a cidade, que registra desrespeito e aglomerações. Estado de Minas vai transmitir o pronunciamento a partir das 12h


25/11/2020 09:40 - atualizado 25/11/2020 12:24

O prefeito Alexandre Kalil (PSD) e os integrantes do Comitê de Enfrentamento à COVID-19 concedem entrevista coletiva nesta quarta-feira (25-11), às 12h, no Salão Nobre da prefeitura. O avanço do número de casos de coronavírus em Belo Horizonte aumenta também o debate: a cidade vai voltar a fechar o comércio?

 

O Estado de Minas vai transmitir o pronunciamento ao vivo através do Facebook e pela página em.com.br. Nessa terça-feira (24), o comitê, composto de especialistas da área da saúde, se reuniu para discutir o aumento de casos nas últimas semanas.

 

Fazem parte do grupo o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto; o presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Estevão Urbano Silva; o infectologista membro da Sociedade Mineira e Brasileira de Infectologia, Carlos Starling; e o professor da Faculdade de Medicina da UFMG e doutor em doenças infecciosas e parasitárias, Unaí Tupinambás.

Feira Hippie ficou lotada neste último domingo (22)(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Feira Hippie ficou lotada neste último domingo (22) (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)


Belo Horizonte registrou 518 novos casos de COVID-19 e quatro mortes entre o boletim divulgado na última sexta-feira (20) e o informe publicado nessa segunda-feira (23). Ao todo, a capital mineira tem 52.870 diagnósticos positivos para a doença e já constatou 1.614 vidas perdidas provocadas pelo coronavírus.


No boletim dessa segunda (23), o que mais chamou a atenção foi o aumento na ocupação de leitos na capital mineira. De acordo com o informe, 39,5% das vagas de terapia intensiva estão com pacientes, enquanto a mesma taxa está em 37,1% em unidades de enfermaria. Na sexta, os números estavam em 37% e 34,2%. Na segunda passada, os índices estavam em 31,8% e 29,8%, respectivamente.

Apesar do aumento, os dois parâmetros permanecem na fase controlada, abaixo dos 50%. A prefeitura considera no índice a rede SUS e a suplementar.

Bares advertidos 


O desrespeito às normas sanitárias tem causado prejuízo em Belo Horizonte. De acordo com a prefeitura, pelo menos 891 estabelecimentos foram advertidos desde o início da pandemia até outubro.

No mesmo período, 9.433 vistorias relacionadas à COVID-19 foram realizadas pela Vigilância Sanitária, o que significa uma média de 314 atendimentos por semana. 

Feira Hippie lotada

Em 27 de setembro, a Avenida Afonso Pena voltou a ser fechada para o trânsito de carros para dar espaço aos artesãos que ficaram seis meses em casa por causa do isolamento social necessário para conter a pandemia do novo coronavírus.

Naquela data não foi registrada aglomeração, já que o espaço foi ampliado, com maior distanciamento entre as barracas. Com as novas normas, a feira ocupa um espaço maior, indo desde a Praça Sete, no quarteirão entre as ruas Carijós e Rio de Janeiro, até a Rua dos Guajajaras.

No entanto, parece que a reabertura das atividades econômicas na capital deixou os belo-horizontinos menos cuidadosos com a prevenção ao novo coronavírus e o cenário foi mudando aos poucos. No último dia 1º, a lotação não era a mesma de antes da pandemia, mas, nos corredores, centenas de pessoas circulavam sem usar a proteção facial ou com ela colocada de forma indevida no queixo. 

Milhares de pessoas também tomaram a Avenida Afonso Pena, no novo (e maior) trecho em que contempla a Feira de Arte, Artesanato e Produtores de Variedades, conhecida como Feira Hippie, na manhã do último domingo (22).

Cirurgias suspensas

Na última sexta (20), a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou mais uma vez a suspensão de cirurgias eletivas diante do aumento nos casos. Em comunicado assinado pelo secretário de Saúde, Jackson Machado na sexta-feira (20) e enviado aos hospitais da capital mineira, a recomendação é que os serviços privados procedam da mesma forma.

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp



Como a COVID-19 é transmitida?


A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?



Como se prevenir?


A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê



Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

Vídeo explica porque você deve aprender a tossir

Mitos e verdades sobre o vírus


Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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