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Estado de Minas CONSUMIDOR OTIMISTA

Dia dos Pais: aumento de vendas em BH é esperado após avanço da vacinação

Duas pesquisas de pretensão de compra para o Dia dos Pais indicam crescimento significativo de vendas na capital em comparação com 2020


29/07/2021 12:48 - atualizado 29/07/2021 17:28

Dia dos Pais será comemorado este ano em 8 de agosto(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A. Press)
Dia dos Pais será comemorado este ano em 8 de agosto (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A. Press)
Com o avanço da vacinação e flexibilização das medidas restritivas contra a COVID-19 em Belo Horizonte, os consumidores começam a apresentar sinais mais positivos já neste Dia dos Pais, comemorado este ano em 8 de agosto. É o que mostram duas pesquisas de entidades mineiras divulgadas nesta quarta-feira (28/7).

Segundo levantamento feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG), que contou com o relato de 210 moradores, 38,57% disseram que pretendem presentear na data, cerca de cinco pontos percentuais a mais do que em 2020.

O valor médio dos presentes a serem adquiridos também apresentam alta histórica, subindo de R$ 79,58 para R$ 101,85 em relação ao ano anterior. 

“Nós estamos vivendo neste período de restrições e muitos comércios tiveram seus preços inalterados, muito pela falta de consumo. Não se tinha um estímulo para se consumir. Por muito tempo os preços foram congelados pela baixa demanda e pela falta de reposição de estoque, já que não conseguiam vender nem o que já tinham. A reabertura da economia, aos poucos, vai aumentando os preços, já que é preciso fazer as mercadorias circularem novamente”, afirmou Eduardo Antunes, gerente do Ipead.

Já na pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), com 278 participantes, foi apurado que 50% dos consumidores da capital devem ir às compras na comemoração deste ano.

Diferentemente do levantamento do Ipead, os dados da entidade analisaram um período pré-pandemia, que, em comparação ao mesmo período de 2019, houve uma redução de 6,24 pontos percentuais. 

“Essa redução pode ser explicada pelo fato de que os consumidores vêm priorizando itens de primeira necessidade como alimentos, medicamentos, luz e água. Além da cautela dos consumidores, o fator que mais contribui para essa redução é: 'não tenho quem presentear', 65,9%. Em seguida, aparecem 'não tenho hábito de presentear', 10,1%, e 'falta de dinheiro', 6,5%”, disse o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.  

As informações desses estudos são usadas principalmente por empresários do comércio varejista, que avaliam as opiniões e as expectativas dos consumidores em tempo real e, consequentemente, planejam melhor o seu negócio em termos de estoques, contratações, investimentos, dentre outros. O Dia dos Pais é considerada a quarta data comemorativa mais importante do setor brasileiro. 

E os resultados deste ano são otimistas para eles. Segundo o Ipead, 52% dos consumidores que pretendem presentear disseram que gastarão no domingo valor igual ou superior ao que gastaram na data passada, o que indica um Dia dos Pais mais aquecido para o comércio de 2021. A faixa de valor mais citada pelos entrevistados da pesquisa do centro acadêmico para os presentes foi de R$ 101,00 a R$ 150,00.

Algo similar ao que mostrou o levantamento da CDL/BH. Os entrevistados informaram que  devem adquirir, em média, um presente e desembolsar R$96,56. Dos que irão presentear este ano e presentearam no ano passado, 63% relataram que irão desembolsar o mesmo valor que o ano anterior, 21% irão aumentar e 16% reduzir.

Para o pesquisador Eduardo Antunes, a pequena melhora nos indicadores da capital relativos ao coronavírus com a ampliação da vacinação e a abertura gradual do comércio nos últimos meses, após um período mais restritivo, está influenciando na maior confiança da população com uma recuperação especialmente no âmbito econômico.

Além da ampliação de horário de funcionamento de bares e restaurantes, autorização para eventos sociais e retomada das aulas presenciais para a educação infantil nas escolas, a Prefeitura capital anunciou, nesta terça-feira (27/7), o retorno de até 30% do público aos estádios para partidas de futebol na cidade.

“É uma alta bem expressiva que mostra que, apesar da pandemia, a economia está reaquecendo e atingindo indicadores melhores. A ampla progressão da vacinação também está refletindo nesses números, além da diminuição das mortes. Isso joga o humor da pessoa em patamares melhores com relação ao consumo. O comércio espera que o Dia dos Pais seja melhor até que o Dia das Mães, já que na época estávamos em onda roxa. Mas ainda não são números realmente bons. A economia ainda patina, as pessoas ainda estão se readequando aos orçamentos”, disse o gerente do Ipead.

Aumento de vendas também esperado em toda Minas Gerais


De acordo com estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Minas Gerais deve registrar um volume de vendas de R$ 629,3 milhões no Dia dos Pais. Junto de São Paulo, com R$ 2,15 bilhões, e do Rio de Janeiro, com R$ 632,1 milhões, o estado mineiro tende a responder pela maior parte da movimentação financeira com a data neste ano, sendo 56,6% do total.

Em todo o Brasil, a expectativa é que o volume de vendas atinga R$ 6,03 bilhões – uma alta de 13,9% em relação à mesma data de 2020. Na comemoração do ano passado, o varejo ainda experimentava o início do processo de flexibilização das medidas restritivas voltadas ao combate à primeira onda da pandemia. Naquele cenário, as vendas recuaram 11,3% e geraram R$ 5,30 bilhões, o menor volume financeiro desde 2007.

“Dois fatores explicam a reação positiva do setor nos meses mais recentes. Primeiramente, a desaceleração da pandemia a partir de abril “devolveu” parte do fluxo de consumidores perdido ao longo de toda a crise sanitária. Embora a circulação de consumidores no comércio ainda não tenha se normalizado, especialmente, nos Shopping Centers, a movimentação de clientes vem aumentando desde o arrefecimento da segunda onda da pandemia”, informou a CNC.

Tradicionalmente, as lojas de vestuário, calçados e acessórios costumam se destacar durante a data e, neste ano, não será diferente. Embora esse segmento ainda não tenha recuperado o ritmo do período pré-pandemia, essas lojas devem faturar R$ 2,43 bilhões, 40,2% do total previsto para este ano. 

Em seguida, devem vir as movimentações esperadas nos ramos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos, com R$ 1,24 bilhão, e produtos de perfumaria e cosméticos, com R$ 0,86 bilhão. 
 

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