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Estado de Minas EXPECTATIVA DE VIDA

Guedes culpa aumento da expectativa de vida pela situação do setor de saúde

O ministro da Economia afirma, ainda, que o Estado ''quebrou'' e que o setor público não consegue atender a demanda crescente por atendimento da população


27/04/2021 18:16 - atualizado 27/04/2021 18:48

Ministro da Economia Paulo Guedes em evento no Palácio do Planalto (foto: AFP / EVARISTO SA - 05/02/2021)
Ministro da Economia Paulo Guedes em evento no Palácio do Planalto (foto: AFP / EVARISTO SA - 05/02/2021)
O ministro da Economia, Paulo Guedes , afirmou nesta terça-feira (27/4) que a pandemia não foi a responsável por tirar a capacidade de atendimento do setor público, mas sim "o avanço na medicina " e "o direito à vida''. 
 

"Todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130 (anos) ", disse. Para Guedes, "não há capacidade de investimento para que o Estado consiga acompanhar" a busca por atendimento médico crescente.

Ainda segundo o ministro, o Estado "quebrou" e, diante da escassez de recursos do sistema de Saúde, o setor público não terá capacidade de atender à demanda crescente por atendimento da população. 

As declarações foram feitas durante reunião do Conselho de Saúde Complementar.

Vale lembrar que no final do ano passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a expectativa de vida do brasileiro era de 76,6 anos. A estimativa é 0,3 ano superior à de 2018 (76,3 anos). 

Já em 2020, em razão da pandemia de COVID-19, o brasileiro perdeu quase dois anos de expectativa de vida. Em média, bebês nascidos no Brasil em 2020 viverão 1,94 ano a menos do que se esperaria sem o quadro sanitário atual no país. Ou seja, 74,8 anos em vez dos 76,7 anos de vida anteriormente projetados.

Com isso, a esperança de longevidade dos brasileiros retornou ao patamar de 2013, interrompendo um ciclo de crescimento da expectativa de vida no país, que partiu da média de 45,5 anos, em 1945, até atingir os estimados 76,7 anos, em 2020. 

O cálculo do impacto da COVID-19 na sobrevida da população foi feito por uma equipe de pesquisadores liderados pela demógrafa Márcia Castro, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard. 

Finanças públicas


Em fevereiro de 2020, um estudo da Secretaria do Tesouro Nacional já apontava a necessidade de gastos adicionais em saúde entre 2020 e 2027 devido ao envelhecimento populacional.

"Há uma forte pressão para elevação das despesas [em saúde] em decorrência do processo de envelhecimento da população, dado que a população de maior idade demanda proporcionalmente mais serviços de saúde", avaliou a instituição.

No entanto, em 2019, a regra do teto de gastos impediu um aumento das despesas na área de saúde. Assim, R$ 9,05 bilhões deixaram de ser empenhados para essas despesas, de acordo com o Tesouro Nacional.

Já com a pandemia no início de 2020, foram gastos R$ 42,7 bilhões a mais no setor. Em 2021, o governo tem liberado gastos pontuais por meio de créditos extraordinários. 

A regra do teto de gastos vale por 20 anos, e pode ser reavaliado a partir de 2026.
 
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie. 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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