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Estado de Minas REABERTURA

Shoppings de BH reabrem com filas e lojistas animados: 'Um mês de delivery em 3 dias'

Novo ciclo da escala de revezamento do comércio começou com anúncio de promoções, mas clientes relatam alta nos preços


12/08/2020 15:19 - atualizado 12/08/2020 17:26

A fila na entrada do Shopping Cidade, Centro de BH, começou a se formar às 11h, uma hora antes do início das atividades do estabelecimento.(foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)
A fila na entrada do Shopping Cidade, Centro de BH, começou a se formar às 11h, uma hora antes do início das atividades do estabelecimento. (foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)
Os clientes que, antes das 11h desta quarta-feira (12), formavam longa fila na entrada do Shopping Cidade, Centro de BH, vieram dispostos a gastar dinheiro. A aposta é dos lojistas do centro de compras, com base no desempenho das vendas da semana passada -  a primeira em que a escala de revezamento do comércio começou a valer.  O protocolo estabelecido pela Prefeitura de Belo Horizonte na última quarta (5) prevê três dias de funcionamento e os quatro seguintes de portas fechadas.

Otimistas, os comerciantes relatam ter superado as metas estabelecidas para o retorno das atividades e esperam lucrar, nos próximos três dias, ao menos 40% em relação ao que costumavam faturar antes da pandemia de COVID-19. “Três dias de vendas aqui no shopping de meio-dia às 20h, na semana passada, me renderam o equivalente a um mês inteiro de faturamento no delivery. Só posso estar otimista, comemora Liandra Tavares, proprietária da franquia de produtos naturais Bio Mundo. “Além disso, eu vendo muitos produtos perecíveis, preciso dar giro neles. Então, qualquer dia de porta aberta para mim já é um alívio”, completa. 

Na franquia de presentes Imaginarium, o vendedor Daniel do Carmo diz que espera um movimento menor que o da estreia da escala, que abarcou o Dia dos Pais - uma das datas mais rentáveis do calendário do comércio. Na véspera do feriado, ele afirma que o estabelecimento chegou a bater 70% da receita de um dia normal, anterior à epidemia. De hoje a sexta, o funcionário estima que as vendas vão cair um pouco, mas confia que ficarão acima das previsões da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), de apenas 30% de recuperação nos ganhos.

'Três dias de vendas (presenciais) na semana passada, me renderam o equivalente a um mês inteiro de faturamento no delivery', comemora a proprietária da franquia Bio Mundo.(foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)
'Três dias de vendas (presenciais) na semana passada, me renderam o equivalente a um mês inteiro de faturamento no delivery', comemora a proprietária da franquia Bio Mundo. (foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)
“O fluxo de clientes, com certeza, vai diminuir, pois vendemos sobretudo presentes, artigos que saem mais em datas especiais, como o Dia Dos Pais. Mas estamos animados. Em 40 minutos de funcionamento hoje, fizemos duas vendas, é um movimento bom. Acredito que podemos atingir até 60% do faturamento normal”, avalia Daniel.

A gerente da confecção de roupas Zinzane, Josy Alves, relata que se surpreendeu com a volta da clientela e diz que a loja, esta semana, vai focar nas promoções. “Semana passada, abrimos cheios de lançamentos e produtos da coleção de verão, mas as pessoas chegaram aqui atrás das promoções. Diante disso, agora baixamos todo o nosso estoque de peças promocionais, especialmente de tricô. Como ainda está frio em BH, a clientela ainda está à procura de roupas de inverno”, detalha Josy. 

Insatisfação

Na confecção de roupas Zinzane, a gerente Josy Alves diz que a loja vai focar nas promoções.(foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)
Na confecção de roupas Zinzane, a gerente Josy Alves diz que a loja vai focar nas promoções. (foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)
A anunciada redução nos preços, no entanto, parece não ter sido suficiente para agradar muitos dos consumidores que circulavam pelo shopping esta tarde. A aposentada Solena Amado é um deles. Até por volta de 13h, ela acumulava três sacolas, mas conta que desistiu de fazer mais compras ao observar que os produtos estavam mais caros do que o habitual. 

“Comprei um tênis, umas meias, e umas máscaras, só coisa que eu precisava mesmo. Estou achando tudo muito caro. Só vi promoção que compensa mesmo de botas, sandálias, itens que não me interessam”, comenta.

O pedreiro Lúcio Silva também se diz insatisfeito com os valores das mercadorias. “Vim aqui trocar uma calça e pretendia comprar um tênis. Vou deixar para o mês que vem, pois não achei opções que me agradassem e coubessem no meu bolso.   Esperava encontrar mais promoções. Tive a impressão de que as lojas estão querendo ‘tirar o atraso’ da pandemia”, queixa-se. 

Houve quem reclamasse do ambiente pouco propício ao passeio, já que a praça de alimentação dos shoppings estão fechadas, já que os itens vendidos nas praças de alimentação não podem ser consumidos dentro do estabelecimento. “Estou sentindo falta da música ao vivo que tem aqui, da cervejinha com os amigos que eu costumava tomar de vez em quando. Quando isso vai voltar? Falta de vida social também adoece”, protestou o vendedor Edson Santos. 

Segurança

Termômetros digitais foram instalados nas entradas do Shopping Cidade, para medir a temperatura dos clientes.(foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)
Termômetros digitais foram instalados nas entradas do Shopping Cidade, para medir a temperatura dos clientes. (foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)
O Shopping Cidade funciona, atualmente, com 70% da circulação habitual. Ou seja: 4.182 pessoas, incluindo trabalhadores do comércio, segundo a superintendente Luciane Starling. Ainda de acordo com a gestora, o local reúne, atualmente, 170 lojas. Duas teriam fechado as portas definitivamente durante a pandemia. O shopping pretende divulgar números relativos ao faturamento pós-reabertura apenas no fim deste mês. 

Todas entradas do centro de compras foram equipadas com termômetros digitais infravermelhos. Havia ainda funcionários e bombeiros civis mobilizados no controle do fluxo de clientes nas escadas rolantes e corredores. 

***


O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp



Como a COVID-19 é transmitida?


A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?



Como se prevenir?


A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê



Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

Vídeo explica porque você deve aprender a tossir



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Mitos e verdades sobre o vírus


Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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