Um dia após Lula criticar Neymar, Flávio Bolsonaro usa camisa do jogador
"Filho 01" de Jair Bolsonaro (PL) veste camisa de Neymar após Lula chamar jogador de "convocado home office"
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O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) optou por usar uma camisa da Seleção do atacante Neymar Jr. um dia depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que o atleta é o “primeiro convocado home office do mundo”.
O traje foi usado em evento de lançamento do deputado estadual por São Paulo André do Prado (PL) ao Senado, realizado na cidade de Guarulhos (SP) neste sábado (20/6). Na ocasião, o presidenciável não economizou críticas ao atual presidente da República que, na visão dele, “abriu as fronteiras” para o narcoterrorismo.
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Na sexta-feira (19/6), durante agenda em Belo Horizonte (MG), o petista contou, em meio a uma interação com a plateia, que o “Neymar não está nem jogando” e que acha que “vai chegar o dia que a gente vai ter que fazer uma seleção da inteligência artificial com 11 Pelés”.
Neymar está se recuperando de lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita, sofrida durante um jogo pelo Santos. Mesmo convocado para a Copa, ele ainda não estreou após duas rodadas, mas deve estar à disposição na próxima partida, contra a Escócia.
Depois da declaração, Flávio saiu em defesa do jogador, que é assumidamente apoiador da família Bolsonaro. Ele classificou a crítica como “mais gol contra”, chamou Neymar de “craque” e rebateu a piada sobre o “home office”, afirmando que Lula cumpre “mandato em modo avião”, em razão das viagens do presidente.
Outros políticos ligados à direita também defenderam o “Camisa 10”. O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo), por exemplo, afirmou em um vídeo: “Quem dera a Janja ser a [primeira] primeira-dama a ser home office no mundo”.
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Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que “Neymar estava em casa, e agora foi convocado, porque estava machucado”, ao passo que Lula “ficou em casa durante um tempo porque tinha sido condenado”.