ACIDENTE ÁEREO

Entenda a dinâmica da queda do avião que deixou dois mortos em BH

Aeronave tentou ganhar altura após deixar a Pampulha, não conseguiu estabilizar voo e atingiu prédio residencial. Três passageiros ficaram gravemente feridos

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A queda do avião de pequeno porte no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (4/5), foi marcada por uma sequência rápida e crítica de eventos iniciada poucos minutos após a decolagem. A aeronave, um monomotor modelo EMB-721C, fabricado em 1979, decolou do Aeroporto da Pampulha por volta das 12h16 com destino a São Paulo, mas enfrentou dificuldades para ganhar altitude.

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Segundo dados da NAV Brasil, responsável pelo controle do espaço aéreo, o comandante chegou a emitir um alerta de emergência (mayday), relatando falhas críticas. A torre de controle orientou o retorno imediato ao aeroporto, mas não houve resposta posterior.

O último contato registrado indica que o piloto ainda tentava recuperar a altitude antes da queda. Testemunhas também relataram à Polícia Civil comportamento anormal da aeronave ainda nas proximidades da Pampulha.

“As informações que temos de uma testemunha é que já no próprio Aeroporto da Pampulha a decolagem já não foi a correta, que estava perdendo altitude aqui na Pampulha”, afirmou a delegada da Polícia Civil, Andréa Pochmann, em coletiva de imprensa.

Sem conseguir recuperar desempenho, o avião permaneceu em baixa altitude e colidiu contra um prédio residencial na Rua Ilacir Pereira Lima, na altura do número 614. A aeronave atingiu a fachada do prédio entre o terceiro e o quarto andar. Parte do avião ficou presa ao edifício, enquanto outros componentes foram projetados para fora.

“Com relação à dinâmica do acidente, é complexo passar qualquer informação do porquê houve a fragmentação da aeronave”, afirmou o major Johnny Franco, comandante do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros e chefe da ocorrência.

Em coletiva de imprensa, ele explicou que a posição em que a aeronave ficou dificultou o trabalho inicial de retirada dos moradores. Como a parte frontal estava encaixada na escada do prédio, o acesso foi comprometido, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida. Ainda assim, todos conseguiram deixar o edifício.

“Todos foram retirados com segurança. Naturalmente, há impacto psicológico em situações como essa, mas, do ponto de vista físico, estavam preservados”, disse o major do Corpo de Bombeiros.

Cinco pessoas estavam a bordo do avião. O piloto ficou preso às ferragens e não resistiu, e a pessoa sentada no lugar do copiloto também teve a morte confirmada pelas equipes de resgate.Outros três passageiros foram socorridos em estado grave. Um deles chegou a ficar inconsciente durante o atendimento, enquanto os outros apresentavam fraturas expostas.

Outro aspecto relevante para entender a dinâmica é o contexto urbano onde ocorreu a queda. O avião atingiu uma área de alta densidade, com edificações residenciais e comércio. Em frente ao prédio, há um supermercado e, nas proximidades, instituições de ensino. A cerca de 600 metros, funciona uma unidade do Colégio Magnum e, a aproximadamente 160 metros, há uma escola pública. O acidente ocorreu em horário de saída de alunos.

“Acredito que, no momento oportuno, a perícia criminal, bem como as ações da Agência Nacional de Aviação Civil, poderão dar mais detalhes”, afirmou. 

A investigação das causas ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculado à Força Aérea Brasileira. Técnicos do órgão foram acionados ainda nesta segunda-feira. Segundo nota, a chamada “Ação Inicial” envolve coleta de dados, preservação de elementos e análise dos danos à aeronave e ao local.

Apesar do cenário, não houve risco de explosão da aeronave. O combustível, conforme explicou o Corpo de Bombeiros, estava concentrado nas asas, que permaneceram fora da estrutura do prédio. Mesmo assim, foi aplicada espuma como medida preventiva para evitar incêndio, diante do forte odor de combustível que se espalhou pelo local.

A Polícia Militar isolou a área para garantir a segurança e permitir o trabalho das equipes de resgate. A Polícia Civil informou que a perícia foi acionada, assim como o rabecão, responsável pela remoção dos corpos. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, na capital. Paralelamente, equipes da Defesa Civil avaliam as condições estruturais do prédio atingido.

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Confira o mapa do acidente e informações sobre a aeronave
Confira o mapa do acidente e informações sobre a aeronave Soraia Piva e Paulo Miranda/EM/D.A.Press

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