CARTAS E TAMBORES

BH: Jovem aproveita pré-carnaval para oferecer sessões de tarô na rua

Tarólogo e estudante da arte mística há três anos, Matheus Eduardo Cordeiro aproveitou Festival Rebenta para fazer consultas com os foliões

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Enquanto os tambores ressoam e o glitter toma conta das ruas de Belo Horizonte, há espaço também para reflexões mais profundas. Na Praça Mendes Júnior, na Savassi, Região Centro-Sul da capital, em plena efervescência do Festival Rebenta, Matheus Eduardo Cordeiro, de 22 anos, aproveitou para montar uma mesinha no meio do largo e oferecer sessões de tarô na tarde deste sábado (18/1).

Tarólogo e estudante da arte mística há três anos, ele resolveu aproveitar o aquecimento da temporada carnavalesca para exibir seu trabalho. "Vi que tava um movimento bacana e resolvi vir pra cá. Sempre gosto de trabalhar em lugares públicos com bastante gente, porque levo meu trabalho junto comigo. Hoje foi uma ótima escolha, o movimento tá até melhor do que eu esperava", comenta.  

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Matheus oferece dois tipos de sessões: uma mais simples, focada em uma questão específica, por R$ 60; e outra mais completa, que explora até três questões, por R$ 80. O tarô, segundo ele, é uma ferramenta de autoconhecimento. “Ajuda a gente a entender o que está acontecendo ao nosso redor, a encontrar soluções e o caminho para alcançar nossos objetivos", explica, enquanto embaralha as cartas com atenção.

O nome de sua marca, 'Amigo Viajante Tarô', também não é por acaso. Matheus diz que adora explorar lugares onde possa conectar pessoas e espiritualidade, e também viaja para outras cidades. “Estou sempre na Feira Hippie, rodando a cidade, buscando onde tem movimento legal. Gosto de estar em espaços públicos, onde o meu trabalho pode alcançar mais pessoas.”  

O carnaval, para ele, é um momento ideal para esse tipo de encontro. Entre fantasias e ritmos animados, há também quem pare para buscar respostas ou simplesmente refletir. Animado com a recepção calorosa no Festival Rebenta, Matheus já faz planos para marcar presença em outros momentos da folia de Belo Horizonte. "Com toda certeza, minha intenção é vir mais vezes", afirma.


Adereços mil

Quem também encontrou uma forma criativa de unir paixão e trabalho foi Fabíola Carvalho, de 47. Ambulante e apaixonada pela folia, ela aproveitou o movimento na praça neste sábado para vender tiaras e adereços decorativos. A inspiração para o negócio surgiu no ano passado. “Sempre fiz as peças para mim mesma, para usar nas fantasias. Daí me deu um estalo: por que não fazer para vender? E deu certo! Vendi muito bem”, conta. Este ano, ela decidiu repetir a dose e já está com sua coleção pronta para conquistar os foliões.  

Entre curtir e trabalhar, Fabíola encontra equilíbrio. "Primeiro, a gente aproveita a festa, sente o clima. E as ideias vão surgindo", explica. Suas criações são fruto de um processo espontâneo. “Às vezes, dou uma olhada na internet para buscar referências, mas o resto vai fluindo. Pego os materiais, começo a montar e, de repente, vejo: ‘opa, isso aqui vai ficar ótimo!’", diz.

  

Ainda que as vendas estejam tímidas no momento, Fabíola sabe que a hora do movimento maior está por vir. “O pessoal costuma deixar para comprar em cima da hora, mas minha expectativa é alta. Ano passado foi assim também.” Suas tiaras variam entre R$ 60 e R$ 120, com modelos mais simples e outros muito bem ornamentados, que chamam a atenção de longe.

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