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Estado de Minas 'VINGANÇA'

Flávio Bolsonaro sobre indiciamento pela CPI: 'Não fiz nada'

De acordo com o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Renan o incluiu no relatório por 'vingança'


26/10/2021 18:07 - atualizado 26/10/2021 18:27

FLAVIO BOLSONARO
Senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) (foto: Pedro França/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) comentou sobre seu indiciamento pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19. De acordo com o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Renan o incluiu no relatório por “vingança”.
 
 

Segundo Flávio, ele não fez nada para ser citado no documento. “Me incluíram no relatório sem eu ter feito absolutamente nada. Porque eu fiz uma postagem mostrando a medicação que eu havia tomado para tratar COVID… me transformei em uma pessoa que incitou o crime”, disse.

Para o senador, Renan fez isso em forma de "vingança" por ele ter chamado o senador de "covarde". "Chego à conclusão que o senador Renan Calheiros não sabe investigar. Até porque ele está mais acostumado a ser investigado, não a investigar”, disse.
 
 
Ainda segundo o senador, ele já sabia que seria indiciado. “Eu já sabia que estava sendo investigado pelo Renan Calheiros de forma paralela, de forma ilegal, por pessoas que nem estavam autorizadas a fazer investigação.  Na sala dele, tinha um organograma, para encontrar pessoas ao meu entorno. Mas como não tinha nada, não achou nada”, disse.
 
 
“A CPI tenta inovar ao acusar Bolsonaro falando que o presidente fez alguma fake news em relação à vacina com AIDS. É engraçado porque atiram no mensageiro. Foi uma matéria publicada na revista EXAME. O presidente fez menção, numa live, a matéria. E o ódio? É contra Bolsonaro. Não contra a revista que fez a fake news, que inventou a mentira”, concluiu.
 

O dia da CPI

 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, instalada pelo Senado, vota nesta terça-feira (26/10) o relatório final, elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). O texto de mais de mil páginas - apresentado na última quarta-feira (20/10) - é fruto de um trabalho de seis meses e pede indiciamento de 81 pessoas, incluindo o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), além de outros políticos, empresários, gestores e médicos. 
 
Bolsonaro, por exemplo, foi indiciado por nove crimes, o que gerou críticas por parte de alguns senadores. Outros, como Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apesar de discordarem em alguns pontos, são favoráveis à aprovação do texto do relator Calheiros.

O relatório deve ter algumas mudanças em relação à versão apresentada na última semana. Uma delas diz respeito a uma fala de Bolsonaro, na quinta-feira (21/10) passada, associando vacinação contra o coronavírus com a Aids.

Caso aprovado, o relatório segue como denúncia a órgãos competentes, como Ministério Público Federal (MPF) e, no caso do presidente, à Procuradoria-Geral da República (PGR). Eles serão responsáveis por seguir com as apurações e confirmar o indiciamento ou arquivar os casos.

A CPI da COVID, instalada em abril deste ano pelo Senado, apurou omissões do governo federal durante o período da pandemia de COVID-19 e repasse de verbas a estados no mesmo tempo. Os senadores da base de governo afirmam que governadores e outros gestores públicos saíram ilesos, tese refutada pelo relator.

 

O que é uma CPI?

As comissões parlamentares de inquérito (CPIs) são instrumentos usados por integrantes do Poder Legislativo (vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores) para investigar fato determinado de grande relevância ligado à vida econômica, social ou legal do país, de um estado ou de um município. Embora tenham poderes de Justiça e uma série de prerrogativas, comitês do tipo não podem estabelecer condenações a pessoas.

Leia também:  Entenda como funciona uma CPI


O que a CPI da COVID investiga?

  

 
 


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