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Estado de Minas CPI DA COVID

Flávio Bolsonaro: 'Dilma foi mais nociva do que a COVID'

Senador comparou números do desemprego dos governos do presidente Jair Bolsonaro e da petista Dilma Rousseff


26/10/2021 17:36 - atualizado 26/10/2021 18:17

Flávio Bolsonaro, de máscara, fala durante sessão da CPI da COVID
Senador Flávio Bolsonaro durante sessão de leitura do relatório da CPI da COVID (foto: Roque de Sá/Agência Senado)
Durante seu parecer sobre o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19, o filho do presidente Jair Bolsonaro e senador, Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), comparou o governo do pai com o da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Para o senador, a ex-presidente foi "mais nociva que a própria COVID”.
 
 
Durante a fala, o suplente da CPI disse que a comissão tenta acusar Bolsonaro pelo aumento do desemprego, gasolina e fome. Mas, segundo ele, foram os próprios senadores que foram a favor do “fica em casa”. Para Flávio, essa política foi a verdadeira culpada pelas mortes pela COVID.

“O Brasil se destacou positivamente, fomos muito melhores que outros países”, disse o filho do presidente. “O que foi feito nessa CPI para diminuir os impactos do desemprego? Nada. Bolsonaro está fazendo algo”, afirmou.
 
  
Para justificar o desemprego no país, o senador comparou os governos Bolsonaro e Dilma. 

“Se comparar Bolsonaro com o governo do PT, com a presidente Dilma, em 2015/2016, foram 3 milhões de desempregados em uma situação de normalidade. Ou seja, a Dilma foi mais nociva que a própria COVID… e ainda acusam Bolsonaro de ser omisso em certas áreas", disse.
 
 
 
O senador, ainda chamou o relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) de “peça política”.
 

O dia da CPI

 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID,  instalada pelo Senado, vota nesta terça-feira (26/10) o relatório final , elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). O texto de mais de mil páginas - apresentado na última quarta-feira (20/10) - é  fruto de um trabalho de seis meses e pede indiciamento de 81 pessoas , incluindo o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), além de outros políticos, empresários, gestores e médicos. 
 
Bolsonaro, por exemplo, foi indiciado por nove crimes, o que gerou críticas por parte de alguns senadores. Outros, como Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apesar de discordarem em alguns pontos, são favoráveis à aprovação do texto do relator Calheiros.

O relatório deve ter algumas mudanças em relação à versão apresentada na última semana. Uma  delas diz respeito a uma fala de Bolsonaro, na quinta-feira (21/10)  passada, associando vacinação contra o coronavírus com a AIDS.

Caso aprovado, o relatório segue como denúncia a órgãos competentes, como Ministério Público Federal (MPF) e, no caso do presidente, à Procuradoria-Geral da República (PGR). Eles serão responsáveis por seguir com as apurações e confirmar o indiciamento ou arquivar os casos.

A CPI da COVID, instalada em abril deste ano pelo Senado, apurou omissões do governo federal durante o período da pandemia de COVID-19 e repasse de verbas a estados no mesmo tempo. Os senadores da base de governo afirmam que governadores e outros gestores públicos saíram ilesos, tese refutada pelo relator.

 

O que é uma CPI?

As comissões parlamentares de inquérito (CPIs) são instrumentos usados por integrantes do Poder Legislativo (vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores) para investigar fato determinado de grande relevância ligado à vida econômica, social ou legal do país, de um estado ou de um município. Embora tenham poderes de Justiça e uma série de prerrogativas, comitês do tipo não podem estabelecer condenações a pessoas.

Leia também:  Entenda como funciona uma CPI


O que a CPI da COVID investiga?

  

  


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