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Estado de Minas CPI DA COVID

Flávio Bolsonaro: ''Senadores subiram nos caixões para fazer campanha''

De acordo com o filho do presidente, a CPI não investigou fatos para chegar aos acusados


26/10/2021 17:05 - atualizado 26/10/2021 17:52

Senador Flávio Bolsonaro de máscara durante sessão da CPI da COVID
Senador Flávio Bolsonaro defendeu o governo do pai na sessão de leitura do relatório da CPI da COVID (foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho “01” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), acusou os senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID de usarem as mortes por COVID-19 como palanque político.
 
 
“Essa CPI não investigou fatos para chegar aos acusados. Ela escolheu os acusados e trabalhou para incriminar. Mas eles não conseguiram. Vimos aqui senadores da República subindo em caixões das mais de 600 mil vítimas do COVID para fazer pré-campanha. Usando o Senado Federal para fazer politicagem barata”, disse.
 
 

De acordo com Flávio, os senadores acusam o presidente Bolsonaro de ser contra a vacina, mas “não fizeram absolutamente nada para que a vacina chegasse no braço dos brasileiros”. “A realidade é que todas as vacinas, sem exceção, foram viabilizadas pelo governo Bolsonaro”, disse o senador.

“Acusam o governo Bolsonaro pela alta da inflação dos combustíveis e por ser responsável pela fome. Mas foram essas pessoas que militaram pelo: ‘fica em casa’”, continuou. “A conta chegou e mais uma vez quem está dando a resposta é Bolsonaro”, afirmou.
 

Para o senador, acusam Bolsonaro de usar a ciência como opinião, mas o que ele mais viu na CPI foi senadores utilizando da opinião para reafirmar  “procedimentos científicos".
 
 
 

O dia da CPI

 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID,  instalada pelo Senado, vota nesta terça-feira (26/10) o relatório final , elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). O texto de mais de mil páginas - apresentado na última quarta-feira (20/10) - é  fruto de um trabalho de seis meses e pede indiciamento de 81 pessoas , incluindo o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), além de outros políticos, empresários, gestores e médicos. 
 
Bolsonaro, por exemplo, foi indiciado por nove crimes, o que gerou críticas por parte de alguns senadores. Outros, como Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apesar de discordarem em alguns pontos, são favoráveis à aprovação do texto do relator Calheiros.

O relatório deve ter algumas mudanças em relação à versão apresentada na última semana. Uma  delas diz respeito a uma fala de Bolsonaro, na quinta-feira (21/10)  passada, associando vacinação contra o coronavírus com a AIDS.

Caso aprovado, o relatório segue como denúncia a órgãos competentes, como Ministério Público Federal (MPF) e, no caso do presidente, à Procuradoria-Geral da República (PGR). Eles serão responsáveis por seguir com as apurações e confirmar o indiciamento ou arquivar os casos.

A CPI da COVID, instalada em abril deste ano pelo Senado, apurou omissões do governo federal durante o período da pandemia de COVID-19 e repasse de verbas a estados no mesmo tempo. Os senadores da base de governo afirmam que governadores e outros gestores públicos saíram ilesos, tese refutada pelo relator.

 

O que é uma CPI?

As comissões parlamentares de inquérito (CPIs) são instrumentos usados por integrantes do Poder Legislativo (vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores) para investigar fato determinado de grande relevância ligado à vida econômica, social ou legal do país, de um estado ou de um município. Embora tenham poderes de Justiça e uma série de prerrogativas, comitês do tipo não podem estabelecer condenações a pessoas.

Leia também:  Entenda como funciona uma CPI


O que a CPI da COVID investiga?

  

 


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