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Estado de Minas PANDEMIA

Twitter coloca aviso de publicação enganosa em post de Eduardo Bolsonaro

O filho do presidente Jair Bolsonaro havia publicado na rede social, nessa segunda-feira (12/4), uma mensagem que contestava a eficácia do lockdown


13/04/2021 09:01 - atualizado 13/04/2021 09:39

O banimento da mensagem restringe a visualização para os outros usários dentro da plataforma(foto: CB/D.A/Press)
O banimento da mensagem restringe a visualização para os outros usários dentro da plataforma (foto: CB/D.A/Press)
O Twitter colocou nesta segunda-feira (12/4) um aviso de alerta na publicação do deputado federal e filho ‘03’ do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Eduardo Bolsonaro (Republicanos-SP), que falava sobre o lockdown, medida de prevenção contra a COVID-19, ser o “oposto de distanciamento social” e que, pelo método, “as pessoas são condenadas a ficarem em casa, aumentando a proliferação do vírus.”
 
 

O aviso restringe a circulação da postagem pela rede social quando alguma informação publicada viola as regras da plataforma com conteúdos enganosos ou contestados sobre o novo coronavírus, por exemplo. 

“No entanto, o Twitter determinou que pode ser de interesse público que esse Tweet continue acessível”, acrescenta a mensagem, seguida de um botão para visualizar o que o parlamentar escreveu. 

Por meio de estudos científicos, especialistas confirmaram que a maior proliferação da COVID-19 está em aglomerações e locais com grande circulação de pessoas como, por exemplo, as ruas e demais ambientes públicos. 

Medidas que promovem o isolamento social, como o lockdown, diminuem a circulação entre pessoas e, consequentemente, reduzem o possível número de infecções da COVID-19.

Para evitar a propagação de fake news dentro da rede social durante a maior crise sanitária do século, o Twitter adotou, em julho de 2020, novas políticas de uso. Mensagens com informações falsas ou ainda não comprovadas cientificamente sobre o vírus causador da pandemia, como a compartilhada por Eduardo Bolsonaro nesta segunda-feira (12/4), podem ser classificadas em três diferentes categorias: 

  • Promover uma declaração de fato, expressa em termos definitivos; 
  • Ser comprovadamente falsa ou enganosa, conforme fontes confiáveis e amplamente disponíveis;
  • Possibilidade de afetar a segurança pública ou causar danos graves.

As informações enganosas são marcadas e podem ser removidas, enquanto as outras duas categorias são rotuladas em casos em que o risco de danos entre a população seja menor e restringem a visibilidade e engajamento dos outros usuários na publicação.

Desde o início da pandemia, a família Bolsonaro já manifestou diversas declarações falsas sobre a transmissão, prevenção e tratamento do coronavírus. Somente entre esse período, o atual presidente da República teve três postagens restringidas pelo Twitter por violação das regras, entre elas uma em que falava sobre tratamento precoce para a COVID-19, metódo que é negado por cientistas e médicos. 
 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 


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