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Estado de Minas VERSAMUNE

COVID-19: vacina brasileira pode gerar memória imunológica de até 12 anos

Previsão é que todos os estudos clínicos sejam finalizados entre nove meses ou um ano. A vacina já pode estar disponível para a população brasileira em 2022


14/04/2021 08:54 - atualizado 14/04/2021 09:11

(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
De acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), os resultados dos estudos não clínicos da vacina brasileira Versamune podem demonstrar que o imunizante gera uma memória imunológica de até 12 anos! Isso indicaria que o corpo poderia reconhecer o coronavírus durante esse tempo, iniciando uma resposta do organismo contra o vírus. As informações foram divulgadas no jornal da USP, que desenvolve a vacina.

Para os cientistas envolvidos, as conclusões dos estudos mostram que o imunizante é seguro para os animais testados e tem a capacidade de, não só impedir a entrada do vírus para dentro das células, como também matar as células já infectadas.

A Versamune-CoV-2FC é um imunizante brasileiro sendo desenvolvido pela Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, junto com a empresa de biotecnologia Farmacore e em parceria com a PDS Biotechnology Corporation.

A vacina totalmente brasileira é uma das principais apostas do governo federal no combate à pandemia de COVID-19. Parte do apoio e financiamento é feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

O ministro Marcos Pontes informou que o ministério investiu em 15 protocolos diferentes de vacinas no Brasil, e que a Versamune, mais outras duas, já realizaram os testes com animais.

A negociação junto à Anvisa teve início em novembro de 2020, mas a documentação só foi encaminhada no mês passado. Agora, os desenvolvedores aguardam a aprovação para o imunizante ser testado em humanos.

No dia 27 de março, a Anvisa solicitou informações sobre a qualidade dos insumos e do ensaio pré-clínico. As exigências não suspendem a análise dos outros dados apresentados.

Em nota divulgada no site da Farmacore, a CEO Helena Faccioli disse que está entusiasmada "em ter o apoio da Anvisa para continuar os estudos que permitam desenvolver um tratamento no Brasil na luta contra esta pandemia". Já o CEO da PDS Biotech, Frank Bedu-Addo, disse que os “resultados pré-clínicos demonstraram potencial para induzir uma resposta imune ampla e robusta”. 

A previsão é que todos os estudos clínicos devam ser finalizados entre nove meses ou um ano. A vacina já pode estar disponível para a população brasileira em 2022.

De acordo com o governo federal, o imunizante já obteve resultados sobre toxicidade e imunogenicidade, que “demonstram qualidade e competitividade para ser um sucesso nacional e global no controle" da doença.

A vacina associa uma proteína recombinante do SARS-CoV-2 com uma tecnologia que ativa o sistema imunológico. Dentro do organismo, a expectativa é que a combinação ative a criação de anticorpos. Assim, seria garantido que o coronavírus não se instalasse nas células e não se espalhasse pelo corpo.

*Estagiário sob supervisão de Lorena Pacheco

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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