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Estado de Minas PARIS

COVID: Moderna, pioneiro da vacina, acelera produção para manter seu espaço

Laboratório foi o primeiro a ter sua vacina contra a COVID-19 aprovada no mundo ocidental


29/04/2021 09:45 - atualizado 29/04/2021 10:27

(foto: AFP / GUILLAUME SOUVANT)
(foto: AFP / GUILLAUME SOUVANT)
O laboratório Moderna, pioneiro nas vacinas contra a COVID-19, está acelerando o ritmo de produção para manter o seu espaço na luta contra a pandemia, mas permanece à sombra das concorrentes Pfizer e BioNTech.

A Moderna, cuja vacina foi uma das primeiras aprovadas no mundo ocidental há alguns meses, anunciou nesta quinta-feira (29/4) que planeja aumentar sua capacidade de produção mundial a três bilhões de doses em 2022.

A quantidade é aproximadamente o dobro do que havia planejado e a empresa também pretende acelerar o ritmo este ano. O grupo, que esperava produzir no máximo 600 milhões de doses em 2021, agora acredita que pode alcançar um bilhão.

As ambições representam uma boa notícia na luta contra a pandemia. Também permitem a Moderna defender sua posição, no momento em que aumentam os projetos de vacinas contra a COVID-19 e se espera que vários testes apresentem resultados nos próximos meses.

O caso da empresa é parecido com o de outra vacina, desenvolvida em conjunto pela gigante americana Pfizer e a start-up alemã BioNTech. Assim como a da Moderna, este fármaco é baseado em uma tecnologia inovadora e de êxito inesperado, RNA mensageiro.

As duas vacinas foram as primeiras a registrar resultados positivos contra a COVID-19, no fim de 2020, junto com a russa Sputnik V. Pouco depois, as autoridades europeias e americanas aprovaram as vacinas da e Moderna.

Pilar contra a COVID

Mas há algo que distingue as empresas: o número de vacinas distribuídas. Enquanto a Moderna é um pilar da vacina contra a COVID-19 nos Estados Unidos, seu país de origem, fica muito atrás nas campanhas europeias, dominadas pela

E é justamente fora dos Estados Unidos que a Moderna promete acelerar o ritmo. A empresa investirá em terceirizadas europeias, a suíça Lonza, que produz o princípio ativo - a substância que faz a vacina funcionar - e a espanhola Rovi, responsável por envasar o fármaco.

Com estas colaborações, a Moderna consegue uma solução para seu principal obstáculo, o modelo de start-up isolada, em contraste com a BioNTech, que se beneficia de sua associação com as grandes capacidades da Pfizer e já prometeu 2,5 bilhões de doses este ano.

A Moderna precisa terceirizar sua produção e não é fácil encontrar sócios como o grupo Lonza, que tem conhecimento da tecnologia de RNA mensageiro. Ao investir neste campo, a empresa americana consegue recursos para atuar com mais eficácia.

Ao mesmo tempo, a Moderna acaba de assinar um acordo com o grupo Sanofi para envasar centenas de milhões de vacinas. A empresa francesa havia assinado há alguns meses uma associação similar com a

A Moderna também está atrás da rival no armazenamento de vacinas, o ponto frágil do RNA mensageiro, por normalmente exigir temperaturas extremamente baixas.

Neste sentido, a empresa promete desenvolver até meados do ano uma vacina que possa ser armazenada durante vários meses a uma temperatura de entre 2°C e 8°C, um anúncio similar ao feito há alguns dias à AFP pelo CEO da Pfizer, Albert Bourla.

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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