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Estado de Minas PANDEMIA

Chileno que mora em Lagoa Santa reclama de dificuldade para ser vacinado

O chileno fez a inscrição no dia 9 de fevereiro, mas foi informado que não estava cadastrado quando a prefeitura anunciou a data do seu grupo para a vacinação


29/07/2021 18:18 - atualizado 29/07/2021 18:35

Moradores de Lagoa Santa com 40 anos ou mais começaram a ser vacinados nessa segunda-feira (26/7)(foto: Leandro Cour/EM/D.A Press)
Moradores de Lagoa Santa com 40 anos ou mais começaram a ser vacinados nessa segunda-feira (26/7) (foto: Leandro Cour/EM/D.A Press)
Um erro no cadastro foi o motivo para que um chileno, que mora há dois anos com a família em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, tivesse dúvidas sobre o direito de estrangeiros se vacinarem contra a COVID-19.

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De acordo com Alejandro Molina Torres, de 43 anos, assim que a Prefeitura de Lagoa Santa abriu o cadastro de Manifestação de Interesse na Vacinação da COVID-19 e Cartão SUS para o grupo abaixo de 60 anos, em 9 de fevereiro, ele imediatamente registrou toda a família.
O teólogo conta que assim que a prefeitura começou a chamar as pessoas abaixo de 59 anos para a vacinação, ele retornou o contato com o canal de informação da prefeitura para saber a previsão da data em que ele e a esposa iriam ser vacinados. A notícia dada foi a que ele não tinha sido cadastrado.
 
“Liguei terça-feira, dia 20 de julho, para saber quando me chamariam e me disseram que meu nome não aparecia no cadastro feito no site da prefeitura. Aí me cadastraram novamente e disseram que tinha que esperar até o dia 23. Liguei no dia marcado, e nada ainda. Na segunda-feira, a mesma coisa. Na quarta-feira, também. Na quinta-feira, a resposta foi que a fila não está avançando para ninguém”.
 

Medo de não vacinar a tempo

O teólogo conta que o visto de residência temporária do Mercosul de dois anos ia vencer em junho de 2021, mas que após um decreto da pandemia ele foi prorrogado para setembro, quando será decidido se a família vai conseguir o visto permanente.

Caso seja negado, a família terá 90 dias para retornar ao Chile.
 
O receio do estrangeiro residente é que ele e a esposa não estejam vacinados caso tenham que retornar ao país natal, e a falta da imunização completa dificulte a entrada e a circulação no Chile.
 
De acordo com o Ministério da Saúde do Chile, existem requisitos sanitários para entrada no país via Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez (SCL), tanto para chilenos como para estrangeiros residentes no país e estrangeiros sem residência no Chile.
 
No site do Ministério da Saúde do Chile é orientado que ao chegar ao país deve ser apresentado um teste RT-PCR negativo até 72 horas antes do embarque, cumprir a quarentena obrigatória de 10 dias em um hotel e solicitar o passe de mobilidade.
 
Em maio, o governo chileno criou um passe de mobilidade social que permite ao cidadão andar por áreas onde há restrições. Para tê-lo, o cidadão deve ter tomado as duas doses da vacina. O passe é liberado após 14 dias da segunda dose.
 
“A campanha vacinal no Chile está avançada e tenho medo de não conseguirmos tomar as duas doses a tempo, caso tenhamos que voltar”.
 
Além disso, o chileno teme pegar COVID-19 no Brasil antes de ser vacinado ou antes de retornar ao Chile.
 
“Sou pai de dois filhos e tenho me cuidado muito, não quero deixar minha esposa sozinha, com dois filhos, num país que não é o nosso, por pegar uma doença que já tem vacina. Mas a metodologia desta prefeitura deve ser a pior adotada na gestão da pandemia no país”.
 

Vacinação em Lagoa Santa

De acordo com a Prefeitura de Lagoa Santa a vacinação da população acontece por agendamento a partir do cadastro. A pessoa se cadastra e, a partir da quantidade de pessoas da faixa etária cadastradas, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) envia as doses destinadas àquele grupo cadastrado.
 
O grupo de Alejandro Molina Torres, segundo a prefeitura, começou a ser vacinado dia 18 de junho, com a vacinação para pessoas de 59 anos ou menos sem comorbidade, que aconteceu paralelamente à imunização de outros grupos prioritários.
 
Ainda segundo a prefeitura, à medida que o município recebe as vacinas do estado, o processo de vacinação progride de forma decrescente em relação às idades.
 
A chamada para vacinação, segundo o Executivo municipal, já está acontecendo com as idades de 40 acima desde o dia 21 de julho para as pessoas que foram cadastradas no site da prefeitura. No site, já foram marcados três dias para a vacinação desse grupo – 26, 29 e 31 de julho –, mas não deixa claro a idade que toma as doses nesses dias e registra apenas acima de 40 anos.
 
Alejandro ainda não foi chamado para ser vacinado nesses dias. Segundo a prefeitura, a vacinação para esse grupo de pessoas (idade 40+) está acontecendo normalmente e que a chamada para essa idade ainda não passou.
 
Em esclarecimento sobre o fato de Alejandro e a família serem estrangeiros, a prefeitura respondeu que quem mora na cidade é lagoassantense. Portanto, não há nenhuma diferenciação no atendimento pelo fato de a família dele ser estrangeira.
 
Ainda em resposta, a prefeitura afirma que Alejandro Enrique Molina Torres é morador da cidade e tem cadastro no SUS, assim como toda a sua família. O cadastro foi feito pelo site da prefeitura e transferido para o Sistema do SUS.
 
De acordo com a SES-MG, a vacinação contra COVID-19 em estrangeiros segue o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e deverá ser realizada com as vacinas disponibilizadas por meio do PNI, conforme planejamento local do município.

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