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Estado de Minas PROBLEMAS PSÍQUICOS

Veja vídeo: três policiais agridem jovem com socos e golpes de cassetete

Militares foram acionados após o rapaz se alterar no fórum de Passa Tempo; advogado diz que ele sofre de problemas psiquiátricos e que ação foi "desnecessária"


29/07/2021 16:45 - atualizado 29/07/2021 17:52

O pai do jovem, de camisa azul, tenta intervir, mas os policiais continuam a abordagem (foto: Reprodução/Redes Sociais)
O pai do jovem, de camisa azul, tenta intervir, mas os policiais continuam a abordagem (foto: Reprodução/Redes Sociais)
Um vídeo que circula nas redes sociais está causando indignação. Policiais militares aparecem agredindo um jovem, de 21 anos, no passeio de uma igreja. O caso aconteceu nessa quarta-feira (28/7), em Passa Tempo, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A cena foi filmada por populares que estavam próximos ao local.

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Nas imagens é possível ver o momento em que um dos policias dá socos no rapaz enquanto outros dois tentam imobilizá-lo. Ele tenta se defender quando é derrubado no chão. Nesse momento, um outro militar o atinge várias vezes com golpes de cassetetes.

O pai do jovem aparece no vídeo pedindo “pelo amor de Deus”. Um dos policiais, em tom alterado de voz responde: “Fica na sua”. O homem não se aproxima. O vídeo tem duração de pouco mais de um minuto.



Problemas psiquiátricos

Diego Andrade Oliveira buscava informações sobre o documento referente a um inventário da mãe dele quando teria se alterado por não ter acesso e dado um murro da porta.

O policial da cidade estava sozinho no dia e pediu reforço a Carmópolis de Minas. Quando os militares chegaram, o jovem tentou se esconder dentro da igreja. Porém, antes que conseguisse entrar, foi abordado pelos policiais.

A cena foi classificada pelo advogado do jovem, Luiz Augusto de Souza, como “desnecessária”. “Acho que houve exagero. Ele não mostrou agressividade e resistência hora nenhuma. A resistência ocorreu na hora da abordagem por causa das agressões. Ele é um rapaz que todo mundo conhece”, afirmou.

Após ser rendido, Oliveira foi levado para o hospital da cidade, medicado e liberado. O advogado relata que o rapaz vem apresentando transtornos psiquiátricos há cerca de 15 dias.

Ainda nesta quinta-feira (29/7), ele retornou ao fórum e com uma imagem de Nossa Senhora Aparecida ficou falando frases desconexas.

“Eles me chamaram por saber que sou o advogado que estou ajudando-o. Conversamos com ele, tentamos acalmá-lo e o levamos novamente para o hospital”, relatou Souza. Um policial ajudou a contê-lo e a levá-lo para a unidade hospitalar. Porém, sem uso de força.

Para o advogado, a situação do jovem se agravou por causa da ação de ontem dos policiais.

“Quando o policial chegou ao fórum, ele colocou a mão para trás como se fosse algemar. Quando chegamos ao hospital, ele se jogou ao chão e colocou a mão para trás. Peguei de um lado e o sargento Caio pegou do outro e falamos: 'Fique tranquilo que não vai acontecer nada com você'. Acho, não sou médico, expert neste assunto, mas juntou esses fatores e prejudicou os problemas psíquicos dele”, disse.

A pedido do pai, a internação compulsória do jovem foi solicitada pelo advogado nesta quinta-feira (29/7) e a Justiça concedeu. O rapaz já foi levado para uma instituição psiquiátrica.

A família ainda não se decidiu se tomará alguma medida em relação a abordagem policial.

Conduta dos militares

Em nota a Polícia Militar informou que vai instaurar procedimento administrativo para apurar a conduta dos militares. Confira a nota na íntegra:
 
“A Polícia Militar informou que foi acionada a comparecer no Fórum da cidade de Passa Tempo, onde um indivíduo estava tumultuando o local, intimidando os funcionários e querendo adentrar forçadamente no recinto. 

A Polícia Militar deslocou-se até o local e, durante a abordagem, o autor não obedeceu as ordens dos militares, resistindo ao procedimento policial. 

Dessa forma, os militares fizeram uso da força para quebrar sua resistência e assim algemá-lo. 

O comando da Unidade instaurará procedimento administrativo para apurar a conduta dos militares.”

*Amanda Quintiliano - Especial para o EM


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