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Estado de Minas POLÍTICA

Kalil: 'Conversar com Bolsonaro só se for com sinal de fumaça'

Sobre a falta de diálogo de prefeitos e governadores com o governo, o prefeito de BH diz que não perde 'mais tempo conversando' depois de um ano de pandemia


19/04/2021 14:36 - atualizado 19/04/2021 16:19

Mais cedo, Kalil foi alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A PRESS)
Mais cedo, Kalil foi alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A PRESS)
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), comentou, durante coletiva realizada para anunciar a reabertura do comércio da capital, que não consegue diálogo com o governo federal durante a pandemia. “Não perco mais tempo conversando depois de um ano e meio de pandemia", afirmou o prefeito.

Questionado sobre uma conversa direta com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Kalil afirmou que “só por sinal de fumaça”. 

“Eu sou prefeito de Belo Horizonte. Se o governador de São Paulo não consegue, se o governador do Rio de Janeiro não consegue...Bolsonaro não me recebe, só  se for por sinal de fumaça”, disse.



Mais cedo, o presidente críticou o prefeito de BH. Em conversa com apoiadores, Bolsonaro comentou sobre uma possível candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também de Alexandre Kalil.
 
Depois de criticar Lula e afirmar que quem vota no petista é um "povo que merece sofrer", Bolsonaro partiu para o ataque contra o prefeito de BH, que já admitiu numa entrevista recente que poderia se candidatar a presidente.

Em declaração na portaria do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, Bolsonaro afirmou: “Dizem que não estou preocupado com a vida, que sou genocida. Prefeituras deitaram e rolaram no ano passado com o lockdown. E o povo reelegeu esses caras. Olha BH, reelegeram", afirmou.

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:


 
 
 


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