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Estado de Minas FLEXIBILIZAÇÃO

Feira do Mineirinho reabre com menos capacidade de público e acaba em filas

Local foi dividido em dois setores: artesanato e alimentação. Visitantes chegaram a enfrentar 30 minutos de fila para acessar área de convivência


01/11/2020 17:04 - atualizado 02/11/2020 14:04

Visitantes enfrentaram fila para acessar a feira(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)
Visitantes enfrentaram fila para acessar a feira (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)

Com atividades suspensas há mais de sete meses, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, a tradicional Feira de Artesanato do Mineirinho, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, voltou a funcionar neste domingo (1º), depois de conseguir autorização da Secretaria Municipal de Saúde. Em nova modalidade, com número reduzido de pessoas circulando, feirantes e visitantes comemoraram o primeiro dia de reabertura que acabou em filas.

No retorno, a feira contou com apresentações da dupla sertaneja João Marcos e Maurinho e do grupo de samba Diga Lá. Entre as normas sanitárias seguidas para evitar a transmissão do novo coronavírus, estão o uso obrigatório de máscara por frequentadores, expositores e trabalhadores da feira, aferição da temperatura e higienização das mãos dos visitantes por meio de álcool (70%) nas entradas do estabelecimento.

O diretor da feira, William Martins, conta que a administração teve de trabalhar no controle da clientela. “O público que apareceu em massa tivemos que controlar. É um sistema novo que a gente tem que adequar”, disse.

Segundo ele, no último dia de funcionamento da feira antes da quarentena, em 15 de março, o espaço contava com 450 expositores e tinha capacidade de receber 4 mil pessoas. Neste domingo, a reabertura teve apenas 250 barracas, com capacidade para 600 visitantes. 

“Alguns deles não tiveram condições financeiras de voltar e outra parte é de grupo de risco e devem ficar em casa. De toda forma, os feirantes estão otimistas, muito esperançosos. Demos um passo, que é a reabertura. Agora esperamos que flexibilize um pouco mais dentro do que for possível”, disse William.

Expositora Bruna Gonçalves comemora reabertura(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)
Expositora Bruna Gonçalves comemora reabertura (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)


Dentro das novas regras, os estandes não têm permissão para utilizar provadores de roupas. Mas esse impedimento não foi suficiente para desanimar a vendedora Bruna Gonçalves, que tem uma loja de jeans.

“Estou gostando desse primeiro dia. A gente estava na expectativa imensa. O movimento está muito bom, não está aquela ‘muvuca desorganizada’. Agora é afirmar para os clientes as medidas sanitárias pra gente não precisar fechar de novo”, comenta a expositora.

A cariosa Isis da Silva visitou a feira pela primeira vez(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)
A cariosa Isis da Silva visitou a feira pela primeira vez (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)


A cariosa Isis da Silva descobriu pelo Instagram que a feira havia reaberto e decidiu conhecer o local. “Os preços estão bem justos e para mim, não está cheio, mas também não está vazio. Está tranquilo de circular, você não esbarra em ninguém. Um passeio que vale a pena”, analisa a jovem. “A gente já aprendeu a tomar todos os cuidados, distanciamento, máscara, álcool em gel e agora é viver”, acrescenta.

Alimentação

A Feira de Artesanato do Mineirinho é ponto de encontro da família mineira e atração turística aos visitantes em BH. Além de centenas de barracas com grande variedade de produtos, como artesanato, decoração, bijouterias, calçados, vestuários e produtos para o lar, conta com praça de alimentação.

Garçonete Juliana Almeida trabalha na praça de alimentação da feira há 12 anos(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)
Garçonete Juliana Almeida trabalha na praça de alimentação da feira há 12 anos (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)


“Fez muita falta o nosso trabalho”, disse a garçonete Juliana Almeida, que trabalha na praça de alimentação da feira há 12 anos. “O movimento está bom, só não tem muita mesa pra gente fazer o nosso atendimento. Lógico que a gente entende que agora não tem como, mas esperamos que em breve a gente possa voltar o nosso público ao normal”, conta Juliana.

Sem poder permanecer em pé dentro da feira, os visitantes tiveram que esperar em uma fila por cerca de 30 minutos para conseguir entrar na área de alimentação.

Todas as mesas ficaram ocupadas(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)
Todas as mesas ficaram ocupadas (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)


“Acho que está bem organizado. Está tudo dentro do normal que a gente esperava” afirma o visitante Lucas Silveira, que garante que está atento às medidas de prevenção à COVID-19. “Eu estava acostumado a vir aos domingos, é bem gostoso. Hoje posso dizer que senti segurança em voltar.”

Novidade bem-vinda

A feira também abriga novidades nos estandes. É o caso da “Lôla Saviott”, que nasceu após um final de semana fazendo biscoitos e modificando algumas receitas de família para agradar todo mundo. “Como tivemos que alterar alguns planos por causa da pandemia, vimos a oportunidade de fazer biscoitos à moda antiga, como no tempo da nossa bisavó Lôla, modelados a mão um a um, fresquinhos e saborosos que proporcionam uma explosão  de sabores”, disse a nova feirante, Carolina Saviotte.

Carolina Saviotte, Natalia Saviott com a prima Sophia(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Pess)
Carolina Saviotte, Natalia Saviott com a prima Sophia (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Pess)


Ela ressalta que se sentiu segura no primeiro dia e conta que os aliados são o álcool em gel,  máscaras e as viseiras de acrílico. “Estamos muito felizes e comemorando mais uma conquista, participar da feira do Mineirinho. Hoje no seu primeiro dia de abertura, ficamos surpresas com o movimento e nos sentimos seguras devido a fiscalização da equipe dos bombeiros contra o coronavírus”, comenta.

A feira é realizada às quintas-feiras, das 17h a 0h e, aos domingos, das 8h às 18h.

Outras feiras

A Feira de Arte, Artesanato e Produtores de Variedades, conhecida como Feira Hippie, foi a primeira a reabrir em BH, em 27 de setembro. Neste domingo, a Avenida Afonso Pena foi tomada pelos visitantes.

De acordo com a prefeitura, as seguintes feiras estão autorizadas a funcionar: 
  • Feira Sagrada Família
  • Feira do Comendador Negrão de Lima
  • Feira da Praça Duque de Caxias
  • Feira do São Gabriel
  • Feira do Jaraguá
  • Feira do Buritis
  • Feira de Artes, Artesanato e Produtores de Variedades
  • Feira Tom Jobim - Antiguidades e Comidas e Bebidas Típicas
  • Feira de Plantas e Flores Naturais

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp



Como a COVID-19 é transmitida?


A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?



Como se prevenir?


A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê



Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

Vídeo explica porque você deve aprender a tossir

Mitos e verdades sobre o vírus


Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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