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Estado de Minas AJUDA FINANCEIRA

Cidades do entorno de Viçosa agora terão de contribuir para fazer testes de COVID-19 na UFV

Recurso para a compra de kits pela universidade chega ao fim, e prefeitura de Viçosa, junto com consórcio, já vai investir R$ 750 mil


11/09/2020 20:08 - atualizado 11/09/2020 21:29

O exame RT-PCR é composto de duas etapas: a química e a de extração do RNA(foto: Divulgação/ UFV)
O exame RT-PCR é composto de duas etapas: a química e a de extração do RNA (foto: Divulgação/ UFV)
Cidades de maior porte na Zona da Mata mineira, como Ponte Nova, Manhuaçu, Conselheiro Lafaiete e Ubá, que não contribuírem com a compra de insumos para montagem dos testes RT-PCR realizados pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) terão de enviar suas amostras para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte. 

A UFV tem material para realização do RT PCR, considerado o teste padrão de referência para diagnóstico da COVID-19, por mais 25 dias. O exame é composto de duas etapas: a química e a de extração do RNA.

A Funed já enviou 10 mil kits para realização da primeira fase. Já para o segundo momento, as matérias-primas estão acabando e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em comunicado oficial, informou que o processo de compra está em curso, mas não há previsão de quando esse trâmite será concluído.

Com isso, segundo o secretário de Saúde de Viçosa, Marcus Schitini, a prefeitura irá investir R$ 500 mil em recursos próprios para aquisição dos kits desse ciclo da testagem. Mais R$ 250 mil virão dos outros nove municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Microrregião de Viçosa (Cismiv).

“Vai haver uma margem, nesse aporte, de R$ 250 mil, mas queremos fazer uma compra maior para termos condição de atender à população de Viçosa até julho de 2021”, projeta.

Contudo, outras cidades de maior porte do entorno que não participarem da compra, com volume de recursos proporcional ao número de habitantes que possuem, ainda conforme o comunicado oficial da SES-MG, devem passar a remeter suas amostras para a Funed, um retrocesso na avaliação do secretário.

“É um processo muito mais custoso, pois implica em uma estrutura logística, com disponibilização de um veículo e treinamento de pessoas para transporte desse material infectante ou ajuste com a Regional de Saúde para deslocamento dessas amostras”, compara.

Celeridade nos resultados


O assessor de saúde da UFV e membro do Comitê Especial de Enfrentamento à COVID-19 em Viçosa, Bruno David Henriques, acrescenta a importâncida da celeridade na liberação dos resultados.

“Com envio para BH, a espera para obtenção dos resultados é maior, o que pode prejudicar a leitura de cenário na definição de políticas municipais de flexibilização de atividades econômicas e de isolamento”, exemplifica.

Até o momento, para a realização de 16 mil testes, a maior parte do investimento para compra dos insumos dos kits foi feito pela UFV, com acréscimo de materiais fornecidos pela Prefeitura de Viçosa, Fundação Ezequiel Dias e dois hospitais filantrópicos de Ponte Nova.

Nessa nova aquisição, a ser iniciada na terça-feira (15), pelo Cismiv, por meio de ata de registro de preços, serão investidos R$ 998 mil, para compra de 14 mil kits de extração de RNA.

A Secretaria Municipal de Saúde de Ubá informa que não possui, até o momento, nenhum vínculo com a UFV para realização de testagem de COVID-19, tendo em vista que as amostras do município são direcionadas para a referida instituição de ensino através de processo de regionalização da Funed.

Entretanto, informa que tendo em vista a qualidade do serviço prestado pela UFV, a importância da celeridade no processamento dos exames para a tomada de decisões relacionadas à doença e ao pedido de contrapartida feito pela universidade aos municípios da região para a continuidade de prestação dos serviços, a administração municipal faz um levantamento da sua demanda média mensal de testes e estudo das formas de estabelecer vínculo com a universidade para que possam ser repassados os recursos.

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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