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Estado de Minas BASE DE NIÓBIO

Cientistas da UFMG criam produto capaz de desativar coronavírus por 24 horas

Composto tem como base o elemento químico nióbio e pode ser elaborado em gel ou em spray líquido. Responsáveis pelo trabalho garantem que o custo é baixo


11/09/2020 18:00 - atualizado 11/09/2020 18:23

Pesquisa foi conduzida por cientistas da UFMG no BH-TEC, localizado no Bairro Engenho Nogueira, na Pampulha, em BH(foto: Euler Junior/EM/D.A Press)
Pesquisa foi conduzida por cientistas da UFMG no BH-TEC, localizado no Bairro Engenho Nogueira, na Pampulha, em BH (foto: Euler Junior/EM/D.A Press)

Pesquisadores vinculados ao Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criaram um composto químico, que tem o nióbio como base, capaz de desativar o novo coronavírus no ambiente.

 

Ao contrário do álcool em gel, que não desinfecta o ambiente por tanto tempo, o produto denominado INNIB-41 também não resseca as mãos e as superfícies onde é aplicado. A marca já está registrada e o composto em processo de análise pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

 

“Sintetizamos uma forma nova de um polioxoniobato (família química a qual o produto pertence) com capacidade de gerar espécies de oxigênio que desativam de forma eficiente uma elevada carga do coronavírus. Essas espécies de oxigênio são liberadas no meio ao se deparar com uma bactéria ou um vírus", disse o professor Luiz Carlos de Oliveira à assessoria de imprensa da UFMG.

 

O INNIB-41 foi criado pela startup Nanonib, instalada na Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG. A CTIT está localizada no Bairro Engenho Nogueira, na Pampulha, em BH. Os pesquisadores contaram com apoio de empresas privadas.

 

“Vamos criar soluções contendo moléculas inovadoras de nióbio, de baixo custo de produção e versáteis, já que também poderão ser inseridas em produtos de limpeza e cosméticos disponíveis no mercado”, afirmou o professor Luiz Carlos.

 

Vale lembrar que Minas Gerais tem as maiores reservas de nióbio de todo o mundo. A maior parte do elemento está localizada em Araxá, no Alto Paranaíba. Mas, também há reservas em Araçuaí (Vale do Jequitinhonha), Nazareno (Central) e Tapira (Alto Paranaíba).

 

O governo Romeu Zema (Novo) quer vender parte dos créditos de nióbio para reforçar o caixa do estado. 


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