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Estado de Minas DETALHAMENTO

COVID-19: Prefeitura de Sete Lagoas diz ter gasto R$ 12 milhões em ações

Após questionamentos sobre o uso de recursos no combate à pandemia, Executivo antecipou a divulgação da prestação de contas entre março e julho


11/08/2020 18:51 - atualizado 11/08/2020 19:20

Setenta camas elétricas e 25 respiradores foram comprados nos últimos quatro meses(foto: Divulgação/Prefeitura de Sete Lagoas)
Setenta camas elétricas e 25 respiradores foram comprados nos últimos quatro meses (foto: Divulgação/Prefeitura de Sete Lagoas)
Depois de muita discussão a respeito da dubiedade de valores recebidos e gastos pela Prefeitura de Sete Lagoas no enfrentamento da COVID-19, o Executivo adiantou para esta terça-feira (11) a apresentação do relatório detalhado das movimentações do Fundo de Combate à COVID-19 no período entre março e julho. Na matéria publicada pelo Estado de Minas nesta segunda-feira (10), o Executivo alega que tinha até o próximo dia 20 para realizar a prestação de contas. O documento mostra que até o momento as ações já consumiram R$ 12 milhões.
O detalhamento apresentado mostra que o município recebeu R$ 17.995.236,76 de algumas fontes desde 31 de março. Em primeiro lugar, vem o Ministério da Saúde, que repassou pouco mais de R$ 15,6 milhões à prefeitura, sendo R$ 2,8 milhões direcionados para a Irmandade Nossa Senhora das Graças, que administra um dos hospitais da cidade. O Governo Federal, por meio do Fundo de Participação dos Municípios, enviou R$ 859 mil para Sete Lagoas. O Ministério Público do Trabalho realizou vários repasses nos últimos quatro meses, totalizando pouco mais de R$ 811 mil. 

Entre os R$ 12,7 milhões classificados pela prefeitura como investimentos neste período, pode-se destacar que R$ 3,24 milhões foram destinados a pagamento de funcionários. Outro R$ 1,5 milhão foi usado na compra de 25 respiradores mecânicos para montar os novos leitos de UTI no Hospital Municipal, cada um a um custo de R$ 60 mil. A prefeitura adquiriu 210 mil máscaras, de dois tipos, para profissionais da saúde, num total de R$ 1,35 milhão. Setenta camas elétricas também foram adquiridas a um valor total de R$ 921 mil. Mais de 2,8 mil kits PCR, para detecção da COVID-19, foram comprados nesse período, a um custo total de aproximadamente R$ 150 mil. Além disso, foram gastos quase R$ 50 mil em ações de publicidade.

“A aplicação de recursos do fundo segue a mesma tramitação legal dos atos públicos. Por isso, processos como licitação, empenho e liquidação garantem segurança e o correto investimento do dinheiro público”, afirma o secretário municipal de Saúde, Flávio Pimenta.

Segundo a administração municipal, os recursos atendem a demandas como a aquisição de insumos para o Laboratório Municipal, que realiza centenas de exames por semana, compra de equipamentos para a Rede de Urgência e Emergência, Hospital Municipal, Epidemiologia, Atenção Primária, UPA, SAMU e demais unidades que, de alguma maneira, atendem casos suspeitos ou confirmados da COVID-19.

“Todas as aquisições estão sendo realizadas com responsabilidade e esses respiradores foram adquiridos com o melhor preço do mercado, muito abaixo dos praticados em outros municípios. Estamos atendendo, com folga, todas as demandas previstas em nosso plano. Até o momento, nossa estrutura é uma das mais completas, visto que a ocupação de nossos leitos de UTI tem ficado sempre abaixo dos 30%”, garantiu o prefeito Duílio de Castro.

O relatório sobre a movimentação do fundo foi apresentado nesta terça-feira, na Câmara Municipal, pelo vereador Fabrício Nascimento (Republicanos). O Legislativo segurou o repasse de três parcelas de R$ 400 mil cada, referentes à antecipação do duodécimo, enquanto a prefeitura não realizasse a prestação de contas.

“Informações esclarecedoras. O mais importante é que são aquisições que ficarão para o inventário do município e poderão, por exemplo, atender a grande demanda de cirurgias eletivas. Destaco a aquisição de 70 camas hospitalares elétricas para equipar nossas unidades com o que há de mais moderno”, destacou o vereador Gilson Liboreiro (Solidariedade), presidente da Comissão de Saúde do Legislativo.

Sobre a liberação dos novos repasses, a Câmara foi procurada, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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