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Estado de Minas

COVID-19: amostras de esgotos indicam que BH teria 850 mil infectados

Iniciativa do projeto-piloto Monitoramento Covid Esgotos detectou focos do coronavírus em 100% de amostras coletadas no Arrudas e no Ribeirão do Onça


31/07/2020 19:38 - atualizado 31/07/2020 20:26

Segundo os pesquisadores, os dados mais recentes indicam que os novos casos se concentram na bacia do Arrudas(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Segundo os pesquisadores, os dados mais recentes indicam que os novos casos se concentram na bacia do Arrudas (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Mais uma estimativa do projeto-piloto Monitoramento COVID Esgotos aponta aumento assustador do índice de coronavírus nos esgotos de Belo Horizonte. Depois de análise feita nas amostras de esgoto no Ribeirão do Onça e no Arrudas, o novo boletim aponta que cerca de 850 mil pessoas já estariam infectadas pelo vírus. Os casos confirmados na localidade abrangida pelo projeto chegam a quase 20 mil.
 
Na última amostragem, pelo menos 500 mil belo-horizontinos haviam contraído COVID-19, o que equivale a 20% de toda a população. 
 
O projeto Monitoramento COVID Esgotos é uma iniciativa conjunta da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT ETEs Sustentáveis/UFMG), em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). 

Os pesquisadores participantes no estudo reforçam que não há evidências da transmissão do vírus através das fezes (transmissão feco-oral) e que o objetivo da pesquisa é mapear os esgotos para indicar áreas com maior incidência da doença e usar os dados obtidos a partir do esgoto como uma ferramenta de aviso precoce para novos surtos, por exemplo.

O atual estudo foi feito entre 20 e 24 de julho. A análise mostra que houve 100% de presença de COVID-19 nas amostras coletadas. Esse índice tem se mostrado desde as amostragens coletadas desde 8 a 12 de junho, no caso do Arrudas, e 25 a 29 de maio, no caso do Onça. 

Segundo os pesquisadores, os dados mais recentes indicam que os novos casos se concentram na bacia do Arrudas, com números estimados em cerca de 700 mil nela. Já na bacia do Onça, a população estimada de infectados tem se mantido estável nas últimas quatro semanas epidemiológicas.

"Embora as estimativas de população infectada das últimas semanas tenham sugerido que a curva epidêmica em Belo Horizonte possivelmente estaria atingindo um platô, a população infectada estimada na semana epidemiológica apresentou aumento expressivo em relação à semana anterior, alcançando o valor de cerca de 850 mil pessoas. Esse resultado surpreendeu novamente os pesquisadores envolvidos no estudo", diz a pesquisa.

Os estudiosos também alertam que a capital mineira deve manter as políticas de controle da doença nos próximos meses: "Mesmo diante de incertezas nas estimativas efetuadas, os dados apresentados neste boletim indicam tendência de agravamento da pandemia em Belo Horizonte desde a semana epidemiológica 25, e que medidas de prevenção e controle para redução da disseminação do vírus devem ser mantidas, pois podem ocorrer novos picos caso tais medidas sejam flexibilizadas".

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 

 


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