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Estado de Minas SAÚDE

COVID-19: Hospital de Campanha de MG só conseguirá abrir 100% dos leitos depois da data prevista para o pico

Apesar disso, governador Romeu Zema (Novo) disse, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, que 'nada vai ser prejudicado nesse processo'


postado em 30/06/2020 11:48 / atualizado em 30/06/2020 11:53

Unidade do Hospital de Campanha no Expominas ficou pronto em abril(foto: Gil Leonardi/Imprensa MG)
Unidade do Hospital de Campanha no Expominas ficou pronto em abril (foto: Gil Leonardi/Imprensa MG)
Hospital de Campanha construído pelo governo de Minas Gerais só poderá operar com 100% da capacidade de leitos após a data prevista para o pico da pandemia da COVID-19 no estado. As instalações estão prontas desde abril, mas ainda não há previsão de quando começarão a receber pacientes com coronavírus.

Para conseguir operar 100% da capacidade do Hospital de Campanha, o governo estadual precisa dos recursos humanos e materiais da Organização Social (OS) selecionada para gerir as instalações. Porém, o processo de escolha termina em 20 de julho - cinco dias depois do pico previsto para a doença em Minas Gerais, segundo estimativas de técnicos da própria Secretaria de Estado de Saúde (SES).


Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas nesta terça-feira (30), o governador Romeu Zema (Novo) foi questionado se houve falha no planejamento. O chefe do Executivo estadual, então, admitiu que só conseguirá atingir 100% da capacidade do Hospital de Campanha após a data prevista para o pico da pandemia, em 15 de julho.

“Para o hospital funcionar 100%, aí sim vamos precisar de uma instituição externa, que é esta que está com a licitação em andamento. Então, nada vai ser prejudicado nesse processo. Tudo a seu tempo. O hospital, caso venha a operar, não vai ser ocupado em 100%. Vai haver uma escala. Vai começar com 30, 40 leitos. Depois, vai para 100, 150... Até, se necessário, tudo. Ninguém sabe se vai ser. Com toda certeza, o processo já vai estar concluído”, disse.

Segundo Zema, o estado consegue iniciar a operação do hospital antes que termine o processo de escolha da OS gestora. Para isso, precisará acionar recursos humanos do próprio governo estadual e acionar profissionais da saúde da Polícia Militar (PM) e da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

“Se for necessário que o Hospital de Campanha comece a funcionar em dois dias ou três dias, ele tem condição de começar a funcionar com 30% da capacidade. Lembrando que 30% da capacidade dele nós estamos falando de mais de 250 leitos, somente com pessoas e recursos do estado. Temos médicos na Polícia Militar, temos médicos e enfermeiras na Fhemig. Todo esse pessoal já está devidamente chamado para essa eventualidade”, explicou.

Aumento na carga horária


Zema admitiu que precisará ampliar a carga horária de profissionais da PM e da Fhemig se precisar abrir o hospital antes da escola da OS. “É lógico que esse pessoal vai ter a carga horária ampliada momentaneamente até que uma outra instituição venha a assumir a operação, mas nada que seja inviável. Esse pessoal hoje tem condição de assumir. Eles vão, é lógico, trabalhar mais. Ao invés de folgar três vezes por semana, talvez vão ter de folgar uma vez por semana”, disse.

A expectativa da administração estadual é que o Hospital de Campanha só seja aberto quando a capacidade do sistema de saúde convencional se esgotar. Segundo dados atualizados nesta terça pela SES, 87,65% das UTIs e 72,71% dos leitos clínicos do Sistema Único de Saúde (SUS) mineiro estão ocupados.

O Hospital de Campanha de Minas Gerais é dividido em duas unidades. Em Belo Horizonte, poderão ser instalados até 740 leitos de enfermaria e 28 de estabilização. Em Betim, cidade da Região Metropolitana, a capacidade máxima é de 180 UTIs.

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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